quarta-feira, junho 13, 2018

Somos o que fazemos
Por Paulo Botelho
Agindo bem ou mal – ou não fazendo nada, somos o que fazemos.
Temos no Brasil uma das elites de maior crueldade no mundo. Na recente paralisação dos caminhoneiros, essa nossa elite analfabeta funcional e sobretudo egocêntrica mostrou a sua cara. – “Quero ter o meu conforto; o resto que se dane!”
Não é preciso relatar aqui neste espaço os espantosos casos ocorridos durante o desabastecimento do país. Os tomadores de decisões ficaram esmagados debaixo das rodas dos possantes caminhões.
Faltou e falta capacitação técnica e interpessoal; faltou e falta planejamento estratégico.
Estamos observando o silêncio da empáfia dos burguesotes: paneleiros e marchadores de camisa verde-amarelo, além dos patos da Fiesp. – E vê-se que para confundir a opinião pública colocam em prática a estratégia de Lênin: “Xingue-os do que você é; acuse-os do que você faz!”
A elite brasileira não é uma só. São várias; e em geral péssimas.
Mas, é preciso rever a história para um melhor entendimento. Os ingleses que saíram para os Estados Unidos foram fundar; formar um lugar, um país. O patriotismo americano é impressionante; vê-se a bandeira americana por todo lugar. Entretanto, os portugueses não vieram aqui para fundar nada. Vieram tirar o que foi possível tirar, assim como os espanhóis na Colômbia. A diferença é esta: ao invés de dar, tiraram; roubaram.
As diferenças podem até serem compreensíveis, mas não há no Brasil uma conversão de ideias – o que causa uma enorme dificuldade.
Se o leitor quiser ver Pau-Brasil só vai encontrar algumas amostras no Museu do Ipiranga em São Paulo.
Somos o que fazemos; mas,  de forma correta, quando nos comprometemos a mudar o que somos.
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Consultor de Empresas e Escritor. www.paulobotelho.com.br

CONHEÇA A HISTÓRIA DO CANTO GREGORIANO
Página do Coral Gregoriano de Belo Horizonte: http://www.gregoriano.org.br/