quinta-feira, março 30, 2017

As Palavras e sua Compreensão

Artigo enviado pelo Paulo Botelho, amigo dos tempos do seminário em Santos Dumont, conhecido como Debanda.
As Palavras e sua Compreensão
Por Paulo Botelho
Quando o chinês Tsai-Lun inventou o papel em 105 d.C. não imaginou que estaria entrando para a história com uma das descobertas mais importantes da humanidade, pois o papel – seja lá qual for o seu tipo – vai continuar sendo indispensável para a vida pessoal e profissional de qualquer pessoa; importante mesmo para o registro da compreensão em todas as suas circunstâncias.
Em Rádio-Amador usa-se o termo QSL que quer dizer “compreendido”. Esta e mais 8 siglas fazem parte do Código Q, criado em 1912 para facilitar a compreensão entre operadores de rádio de diferentes línguas. Depois da sua invenção, o Código Q ficou popular entre os que usam o rádio como meio de comunicação. – É o chamado alfabeto fonético. Acho fundamental a utilização correta da linguagem falada e escrita. Eu me lembro sempre da recomendação do escritor Otto Lara Rezende: “Fale como você escreve e escreva como você fala!”  “Falamos e escrevemos um Nhen gatu – língua nacional brasileira ou língua do povo” constata o sociólogo José de Souza Martins. Segundo Martins, o Nhengatu foi uma língua criada pelos jesuítas, provavelmente influenciada pelo padre Anchieta. Baseada na língua Tupi e organizada a partir da gramática portuguesa, difundiu-se por toda a costa leste brasileira. – Nossa pobreza de sintaxe gramatical vem daí!
Tem sujeito e verbo, a comunicação cotidiana que praticamos, raramente objeto e complemento. Através da correta comunicação é que podemos construir pontes sobre o abismo dos nossos desentendimentos. – É preciso, portanto, compreender os desentendimentos para saber o que fazer com eles!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Escritor e Consultor de Empresas. www.paulobotelho.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário