sábado, maio 13, 2017

A História se Repete

A história se repete
Por Paulo Botelho
“Não temos provas, mas convicção”. – É o que diz Deltan Dallagnol, procurador da República e subordinado do juiz Sérgio Moro, a respeito de indiciamentos do presidente Lula sobre o apartamento do Guarujá e do sítio de Atibaia.
Em “O Dezoito Brumário de 1852” o filósofo Karl Marx escreve: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.
Foi Tomás de Torquemada, padre dominicano, nascido em Ávila – Espanha, no ano de 1420, o mais temível representante da Inquisição. Torquemada promoveu uma feroz caçada contra agiotas, judeus, homossexuais, bruxas e hereges. E morreu em casa, de morte natural, em  1498 depois de receber todos os sacramentos da Igreja Católica.
O juiz Sérgio Moro, é um Torquemada  provinciano;  um inquisidor que já tem pronta uma sentença dentro do bolso.   A tentativa de anular Lula do cenário político será o desfecho dessa “operação-moralizadora” apelidada de Lava-Jato.  –  É a história que se repete.
Em um IPM (Inquérito Policial Militar), conduzido por um primário e truculento capitão-de-exército, foi a vez do presidente Juscelino Kubitschek (JK). O capitão-inquisidor exigia que JK fizesse uma confissão admitindo ser dono de um prédio no Rio. JK não admitiu. Alguns dias se passaram e o jornal “O Globo” em sua edição de 24/6/64 publica a seguinte manchete em sua primeira página: “Investigações constatam que Juscelino Kubitschek é dono do prédio da Avenida Vieira Souto, em Copacabana”.
Já se utilizava , naquele tempo e nos dias atuais,  a repetida estratégia do nazista Goebbels: “Diga uma mentira e insista nela para se transformar em uma verdade”.
JK morreu, poucos anos  depois, pobre,  em um acidente de carro muito suspeito na Rodovia Presidente Dutra no sentido Rio-São Paulo.
Se convicção vale, este escritor confessa – sem pressão ou ameaça – que é dono da Torre Eiffel, situada bem no meio da Avenue Anatole France, em Paris.
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Consultor de Empresas e Escritor. www.paulobotelho.com.br

quinta-feira, abril 06, 2017

O Circo é Redondo

Mais um artigo enviado pelo Paulo Botelho (Debanda), amigo da época no Seminário, em Santos Dumont.
O Circo é Redondo
Por Paulo Botelho
A Operação “Carne Fraca”, conduzida pela Polícia Federal com imensa incompetência, ignorância e prepotência guarda muitos segredos não obstante os prejuízos de milhares de dólares para o país.
Desaparece do circo a “Musa do Impeachment”, uma contorcionista jurídica que atende pelo nome de Janaína Paschoal.
Tira férias do circo o presidente da FIESP Paulo Scaf. O chefe do empresariado está ocupado com a estruturação de um novo curso na FIESP: Patologia – A Arte de Criar Patos.
O jovem procurador da República, Deltan Dallagnol – malabarista em Powerpoint – defende com ardor que não é necessário ter provas para condenar alguém; basta ter forte convicção.
Como é possível ficar em silêncio se o Público do Circo (leia-se Povo Brasileiro) é vítima de tão assustadores fantasmas? – Por quê continuar aplaudindo e pagando um preço alto por tais espetáculos?
Muitos coices são esperados entre Gilmar Mendes e Rodrigo Janot no picadeiro da próxima temporada circense.
Machado de Assis, nosso melhor escritor, dizia ser normal o desequilíbrio das faculdades mentais; doentes – dizia ele – são aqueles que têm equilíbrio ininterrupto e nada pode abalá-los. Acho que Machado tinha razão: os psicopatas são assim mesmo. Exemplos: Michel Temer, João Dória, José Serra, Sérgio Moro, Osmar Serraglio, Deltan Dallagnol, Rodrigo Maia, Gilmar Mendes e Rodrigo Janot, entre inúmeros outros protagonistas desse circo misterioso.
O circo é redondo, o mundo é redondo, o Diabo é redondo, todo segredo é redondo.
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Consultor de Empresas e Escritor. www.paulobotelho.com.br

Veja e ouça as músicas que o Coral Gregoriano de Belo Horizonte vai cantar nas missas do 3º domingo do mês às 9 horas na Capela do Colégio Arnaldo e às 10:30 na Igreja de Lourdes, em Belo Horizonte.

quinta-feira, março 30, 2017

As Palavras e sua Compreensão

Artigo enviado pelo Paulo Botelho, amigo dos tempos do seminário em Santos Dumont, conhecido como Debanda.
As Palavras e sua Compreensão
Por Paulo Botelho
Quando o chinês Tsai-Lun inventou o papel em 105 d.C. não imaginou que estaria entrando para a história com uma das descobertas mais importantes da humanidade, pois o papel – seja lá qual for o seu tipo – vai continuar sendo indispensável para a vida pessoal e profissional de qualquer pessoa; importante mesmo para o registro da compreensão em todas as suas circunstâncias.
Em Rádio-Amador usa-se o termo QSL que quer dizer “compreendido”. Esta e mais 8 siglas fazem parte do Código Q, criado em 1912 para facilitar a compreensão entre operadores de rádio de diferentes línguas. Depois da sua invenção, o Código Q ficou popular entre os que usam o rádio como meio de comunicação. – É o chamado alfabeto fonético. Acho fundamental a utilização correta da linguagem falada e escrita. Eu me lembro sempre da recomendação do escritor Otto Lara Rezende: “Fale como você escreve e escreva como você fala!”  “Falamos e escrevemos um Nhen gatu – língua nacional brasileira ou língua do povo” constata o sociólogo José de Souza Martins. Segundo Martins, o Nhengatu foi uma língua criada pelos jesuítas, provavelmente influenciada pelo padre Anchieta. Baseada na língua Tupi e organizada a partir da gramática portuguesa, difundiu-se por toda a costa leste brasileira. – Nossa pobreza de sintaxe gramatical vem daí!
Tem sujeito e verbo, a comunicação cotidiana que praticamos, raramente objeto e complemento. Através da correta comunicação é que podemos construir pontes sobre o abismo dos nossos desentendimentos. – É preciso, portanto, compreender os desentendimentos para saber o que fazer com eles!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Escritor e Consultor de Empresas. www.paulobotelho.com.br