terça-feira, setembro 01, 2015

Na Casca de Noz

Aí vai mais um artigo enviado pelo nosso colega do seminário Paulo Botelho (Debanda)
Na Casca de Noz
Por Paulo Botelho
A primeira vez que vi uma foto do físico inglês Stephen Hawking  fiquei desolado. E me perguntei: Como é possível pensar, formular e defender teorias com tantas limitações físicas, prisioneiro em uma cadeira de rodas? Reconhecido pela comunidade científica mundial como o mais legítimo sucessor de Albert Einstein, Hawking sofre de Esclerose Lateral Aminiotrófica que o mantém privado de locomover-se e de falar; ele ainda escreve, mas com dificuldade. O príncipe Hamlet, de William Shakespeare, sentia-se também prisioneiro na Dinamarca pelas angústias que o atormentavam. Mas, dizia que ainda que dentro de uma casca de noz poderia sentir-se rei do espaço infinito. Creio que para Hawking ocorre a mesma coisa. Para ele, o universo tem a sua história em tempo imaginário como uma esfera minúscula, ligeiramente achatada; lembra uma noz. A Editora Ediouro relançou o clássico “O Universo numa Casca de Noz”, dele. Utilizando-se de uma linguagem simples, com poucos adjetivos e muitos substantivos, Hawking conduz o leitor às fronteiras da física para explicar os princípios que controlam o universo. E a Teoria da Relatividade e a Mecânica Quântica estão lá na Casca de Noz. E o que o também inglês Shakespeare coloca na boca de Hamlet tem muito significado: significa que podemos ser, com frequência, prisioneiros da sociedade que dita as regras e as leis; prisioneiros dos juízos de valores com seus conceitos e preconceitos. No entanto, nosso pensamento é livre. Livre para pensar e livre para dizer – e escrever – o que quisermos.
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Consultor de Empresas e Escritor.


Curso de Canto Gregoriano


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