terça-feira, novembro 25, 2014

A China vai quebrar a Economia Mundial

A CHINA VAI QUEBRAR A ECONOMIA MUNDIAL
Por Luciano Pires (diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação)
Há 200 anos Napoleão Bonaparte fez uma profecia que está começando a se realizar atualmente, ao dizer: “Deixem a China dormir porque, quando ela acordar, o mundo vai estremecer.”
A China do Futuro — o Futuro é Hoje... A verdade é que é agora, tudo o que compramos é Made in China.... Eis um aviso para o futuro! Mas quem liga para esse aviso? Atualmente ninguém! Agora é só aproveitar... E APROVEITAR...! E depois, como será para nossos filhos? Que futuro terão?

JÁ PENSOU COMO FICARÁ A CHINA DO FUTURO?
Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares – um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares chineses, que recebem praticamente zero benefícios... estamos perante uma escravidão amarela e a alimentando.
Horas extraordinárias?  Na China...? Esqueça!!! O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada por isso... Atrás dessa “postura” está a grande armadilha chinesa. Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia “de poder”, para ganhar o mercado ocidental.
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos “marqueteiros” ocidentais que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela “agrega de valor”: a MARCA. Dificilmente você adquire atualmente, nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América, um produto “made in USA”.  É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense. As empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares. Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço. Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que se pode chamar de “estratégia peçonhenta” (preço peçonhento).
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham a curto prazo, a China assimila essas táticas e tecnologia, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo... Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, os “designs”, suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo, estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais. Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, gerando um “um choque da manufatura”, como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais.
Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poder chinês. Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo. Dragão este que aumentará gradativamente seus preçosjá que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois quem tem o monopólio da produçãoMANDA!....
Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos, ela é quem vai regular os mercados e não os “preçonhentos”.
Iremos, nós e os nossos filhos, netos.... assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica... chinesa. Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde. Nesse dia, os executivos “preçonhentos” olharão para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.
E então lembrarão, com muitas saudades, o tempo em que ganharam dinheiro comprando “balatinho dos esclavos” chineses, vendendo caro suas “marcas-grifes” aos seus conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas “marmitas” e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas, pois, foram todas copiadas....

Reflitam e comecem a comprar – já – os produtos de fabricação nacional, fomentando o emprego em seu país, pela sobrevivência do seu amigo, do seu vizinho e até mesmo da sua própria...  E de seus descendentes.






quarta-feira, outubro 22, 2014

Envelhecei

ENVELHECEi

Autoria de um excelente professor de física e matemática que também sabe escrever 

Conselho aos da minha geração. 
Estamos envelhecendo. Não nos preocupemos! De que adianta? É assim mesmo. Isso é um processo natural. É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós. Com o tempo os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam. Sendo assim, relaxe e aproveite.  Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha daqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva. Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos à sua esposa: “me use, estou acabando!”. Hilário, porém realista. 
Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. “O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto”  como já dizia Cícero.
Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho pra não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso ganhará qualidade de vida. Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado.  Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada.  Então, para que se preocupar?! Guarde os bisturis e toca a vida.
Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos? Os bonitos. Você nunca me verá por lá. Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem-vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança. Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos.  Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem. Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las! Suas memórias estão salvas nelas.  Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais. O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.
Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma. Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida o melhor a fazer é esquecer.
A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar.  É viver uma fase que não é mais sua. Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios. Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido. Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura. A vida é o que importa. Concentre-se nisso. A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.
Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades.  Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que está disponível. Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Têm tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não te pertencem mais. Se você tem esposa e filhos experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute. Aceitando ou não o processo vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.
Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que pelo fato de conhecer grande parte do Brasil sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto. O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”.
Esse é o segredo de uma boa vida.

terça-feira, setembro 30, 2014

Me Passa a Manteiga.

Aí vai mais um artigo enviado pelo Paulo Botelho, o Debanda, nosso amigo do Seminário em Santos Dumont.

ME PASSA A MANTEIGA
Por Paulo Botelho
“No dia em que o mundo for mais justo, a vida será mais simples e mais verdadeira”.
Oscar Niemeyer, arquiteto brasileiro.
Todos os participantes já tinham alguma ideia do objetivo daquele encontro. Conduzido por um consultor especializado e muito esperto, a programação do treinamento foi inteiramente cumprida; iniciada naquela sexta-feira de maio de 2008 e concluída, após uma feijoada na tarde do sábado, em um hotel da aprazível cidade de Serra Negra. – E que hotel: apartamentos individuais, muito confortáveis, comida excelente e banheiros limpos. Os 28 participantes eram todos gerentes de agências na faixa dos 50 anos de idade e mais de 25 de tempo de Banco. Todos portavam crachás com seus nomes e respectivas agências. Na noite de sexta-feira, o consultor contratado foi direto ao ponto: “Vocês estão aqui para conhecerem e participarem do processo de recolocação que chamamos de Outplacement; melhor informando: vocês deverão deixar o Banco no decorrer dos próximos 6 meses!” Assim sendo, eles começaram a se inteirar das “vantagens ou ganha-ganha” do Outplacement: uma solução de demissão elaborada com o objetivo de conduzir os processos de desligamento; invenção americana que pegou bem no Brasil. O “como se portar” nas entrevistas consumira com boa parte da manhã do sábado, antes da suculenta feijoada. Antes, no Café da Manhã, o Diretor de Operações do Banco Paulo César Evangelista Dávila, tentara ser agradável e interativo. Sentado na cabeceira da mesa, tendo ao seu lado o gerente Armando Fragoso Neto, pediu, lendo o crachá: “Armando, me passa a manteiga!” Baixinho, muito magro e enrugado, Dávila cultivava uma barba densa e grisalha. Por detrás dela somente os olhos sobressaiam: inexpressivos, fugidios, sinistros. Pareciam os olhos de um estuprador frustrado; outras vezes, pareciam os de um asno, obediente e submisso aos seus patrões do Banco.
Órfão de mãe aos 5 anos de idade, Armando acabou sendo criado pelos avós maternos. Começara a trabalhar no Banco, como Office-Boy, aos 14 anos e procurara seguir o exemplo do avô: trabalhador disciplinado, determinado, honesto. – “Não posso decepcionar o meu avô, pois levo o nome dele!” – Dizia, com freqüência. Em 1997, no assalto à agência que gerenciava, Armando foi o único que não se deitou no chão, mesmo sob a mira de uma arma.
Já tarde da noite daquele sábado, ao chegar em casa, a mulher pergunta, apreensiva: “E como foi, a reunião, amor? – “Tudo bem, minha flor, eu não vou ser mandado embora do Banco!” – “Mas, como você sabe? – “Porque o Dávila, que me conhece, pediu para passar a ele a manteiga, hoje no Café da Manhã!”
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor, Escritor e Consultor de Empresas. www.paulobotelho.com.br

Está chegando o dia 5 de outubro, dia da eleição: se você vota em Santa Catarina e/ou tem parentes e amigos que votam lá conheça o César Téchio e analise a possibilidade de votar nele.
Visite o Blog dele: César Techio



segunda-feira, setembro 08, 2014

O Lobo e o Carneiro

O  LOBO E O CARNEIRO

Por Paulo Botelho

O que faz uma pessoa querer devorar a vida dos outros? – É a fome do prazer em  humilhar!” Thich-Nhat-Hana, monge e mestre vietnamita.

Duas e quinze da madrugada de uma fria e chuvosa segunda-feira na cidade que dorme. O telefone da Dedetizadora  Cometa toca já em seu terceiro toque. É o plantão de atendimento do técnico Hildebrando Bueno que assumira o plantão às 10 da noite do domingo e deveria concluí-lo naquela segunda às 7 da manhã.  “Desentupidora Cometa, bom dia, atendente-técnico Bueno, às suas ordens!” – “Não é assim que se fala!” A correção vem de uma voz metálica, irritada, do outro lado da linha. Mesmo não se identificando, Bueno reconhece a voz do dono da Cometa, Milton Carneiro. “Agora, repita de forma certa o que foi ensinado a você!” –  “Bom dia, Desentupidora Cometa, atendente-técnico Bueno, às suas ordens!” – “Não é deste jeito que se fala com o cliente. Eu desisto! – Você vai falar agora com a dona Maria Eduarda!” – “Bueno, o Sr. Milton está muito irritado e quer que você treine direitinho comigo, ok? – Vamos lá, você deve dizer ao interlocutor o seguinte: “Muito bom dia, Desentupidora Cometa, atendente-técnico Bueno, às suas completas ordens! –  Fique calmo e não se esqueça mais, está bem?”  Encerra Maria Eduarda com sua voz aveludada. Maria Eduarda, a Duda, secretária de mesa e cama de Milton Carneiro estava com ele naquela madrugada em algum lugar do Rio de Janeiro (Prefixo 21).  - Simples demonstração de poder – e talvez de ereção – conclui Bueno lá com os seus botões!

Hildebrando Bueno, inteligente e organizado, de sólida formação superior, estava se sujeitando a trabalhar para a Cometa por conta de boa comissão em atendimento e execução de reparos, enquanto tomava providências para retornar ao mercado de trabalho em sua especialidade: Gestão da Qualidade e Logística Reversa.  
Milton Carneiro, baiano de Brumado, crescera brincando ao redor da imensa mina de sílica de propriedade de Antonio Ermírio de Moraes, o dono do Grupo Votorantim. O jovem Milton desembarcara em São Paulo, nos anos 70, como tantos migrantes nordestinos, aboletado em cima de um caminhão. Bigodes de pontas retorcidas, como os do valete de espadas, olhar estratégico e rastreador dos lobos, exibia, também, uma barba cerrada e grisalha a esconder o rosto, lembrando a figura do analfabeto funcional e  farsante Paulo César de la Vila, um desafeto de Bueno.

Não temos concorrência em desentupimento. Desentupimos colunas, esgotos, pias, ralos, vasos sanitários. Desentupimos com tecnologia própria americana (sic), utilizando cabos flexíveis e ponteiras especiais”, dizia a propaganda veiculada pela Cometa. Mas, o detalhe da sacanagem era amplamente conhecido em todo o entorno da rua Luis Góes, Vila Mariana, sede da Cometa em São Paulo: “Os atendentes-técnicos, quando em operação, devem enfiar e retirar sacos bem sujos de estopa pelos encanamentos, simulando completamente os entupimentos, sem que os clientes percebam. Esta jogada é muito forte, muito convincente!”- É o que garantia o lobo Carneiro, levantando o focinho e abanando o rabo! - É claro que, além de Bueno, outros poucos atendentes-técnicos de conduta ética, não estavam de acordo com tais práticas repetidas nas reuniões de treinamento.

Logo na segunda-feira, às 7 da manhã, Hildebrando Bueno conclui o seu plantão e não mais voltou à Limpadora Cometa.

Paulo Augusto de Podestá Botelho é professor, escritor e consultor de empresas.





segunda-feira, julho 28, 2014

Pérolas do vestibular do curso de Música.

Pérolas do vestibular do curso de Música.
 
- Bach está morto desde 1750 até os dias de hoje.
 
- Agnus Dei é uma famosa compositora que escreveu música para igreja.
 
- Uma ópera é uma canção que dura mais de 2 horas.
 
- Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele.
 
- O Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel.
 
- A harpa é um piano pelado.
 
- Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto.
 
- Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme "Amadeus".
 
- A importância de "Tristão e Isolda" reside no fato de que é uma música muito triste. Mais triste que a "Tristesse" de SCHOPING.
 
- Virtuoso no piano é um músico com muita moral.
 
- Os maiores compositores do Romantismo são: Chopin, Schubert e Tchaikovsky.
No Brasil temos Roberto Carlos e Daniel.
 
- Música cantada por duas pessoas é um DUELO.
 
- Eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer.
 
- Stravinsky revolucionou o ritmo com "A MASSACRAÇÃO da Primavera".
 
- "Carmen" é uma ópera e "CARMINHA Burana" é sua filha.
 
- Muitos pesquisadores concordam que a Música Medieval foi escrita no passado.
 
- A ópera mais romântica é a Paixão de Mateus por Bach.
 
- Tem dois tipos de Cantatas de Bach: as Cantatas religiosas e as
CANTADAS DI PROFANAÇÃO, que ele usou no palácio.
 
- Meu compositor preferido é Opus.
 
- Chopin fez poucas baladas, pois sofria de tuberculose. Assim não dava para
ele cair na gandaia à noite, dançar, beber e curtir as minas, MAIS parece que ele não era chegado.
 
- Suíte é uma música de danceterias barrocas.
 
- "Messias" é uma missa de Handel cuja originalidade é ter muitos aleluias.
 
- Os menestréis e trovadores transmitiam notícias e estavam nas festas. Andavam de cidade em cidade, de castelo em castelo e iam até nos shows de TV.
 
- O regente de uma orquestra é igual a um guarda de trânsito maluco porque agita os braços controlando muitos instrumentos na sua frente.
 
- "As 4 Estações" é o CD mais vendido da banda do Vivaldi, depois que fez sucesso num comercial de sabonete, que não me lembro o nome agora.
 
- Os compositores Renascentistas reviveram a música, pois ela havia sido morta pela Inquisição.
 
- As Fugas de Bach são famosas porque ele não queria ficar preso em nenhum sistema.
 
- A música eletroacústica é a mais avançada das tendências da música eletrônica hoje em dia. Seus principais compositores são os DJs e a banda Craftwork.
 
- O metrônomo foi inventado para os músicos não andarem depressa.
 
- Barroco é uma palavra derivada de Bach.
 
- Handel compôs muitas peças geniais para COURO.
 
- Música atonal é aquela sem som ou que explora o não-som, mais ou menos quase um anti-som. Seus mais importantes criadores são da família Berg: Schoenberg, ALBANBERG e WEBERG.
 
- Pierre Boulez e STOQUEHAUZEN são compositores contemporâneos. É raro ser
contemporâneo, pois muitos contemporâneos não vivem até morrer.
 
- A mais bela sinfonia é a ÓDIO ÀLEGRIA
 

O vestibular era para músicos!!!!!


Se você mora no Brasil ouça a minha rádio de canto gregoriano nesta minha página:

terça-feira, junho 24, 2014

O Vinagre e o Fel de Hildebrando.

O VINAGRE E O FEL DE HILDEBRANDO

Por Paulo Botelho

“Tenho sede! – Havia ali uma jarra cheia de vinagre misturado com fel. Amarraram num ramo de hissopo uma esponja embebida e a levaram à sua boca. – Ele bebeu e disse: Tudo está consumado! – E inclinando a cabeça, entregou o espírito”. Do Evangelho Segundo São João.

O emprego conquistado era tudo o que Hildebrando Bueno almejara. Cargo: Gerente de Desenvolvimento da Empresa; Remuneração: Compatível com as melhores do Mercado de Trabalho. E mais: tornou possível a compra do sonhado apartamento de 3 quartos.
Aos 52 anos de idade e mais de 20 de experiência profissional, Hildebrando estava apto a trabalhar com afinco na resolução dos problemas da Refratarium. – E que problemas! Logo de cara, ele estivera muito preocupado com a situação de saúde de Dimas Cruz da Silva, um Operador de Máquinas. Portador de Silicose, Dimas fora contaminado por ingestão contínua de Sílica Livre (matéria-prima da produção da empresa) com quadro de fibrose pulmonar irreversível. Assim como Dimas, a Refratarium conseguira, de forma irresponsável e desumana, reunir um passivo trabalhista com cerca de 60 trabalhadores contaminados. Seis meses após o ingresso de Hildebrando na Refratarium, Dimas morre deixando mulher e quatro filhos ainda pequenos.
Toda terça-feira, pela manhã, Hildebrando tinha encontros funcionais com o seu superior hierárquico: Anacleto Sacanelli, Diretor-Executivo da Refratarium. Nesses encontros, Hildebrando buscava dissecar ou analisar a cara do chefe. Mas, apenas os olhos sobressaiam: fugidios, sinistros, falsos, pareciam os olhos de um estuprador frustrado; outras vezes, pareciam os de um asno, obediente e submisso a seus patrões. Em um desses encontros, Hildebrando lembra ter visto Anacleto com os mesmos olhos cheios de lágrimas, a dizer, com voz embargada: “Toda Sexta-Feira da Semana Santa vou à Catedral da Diocese de São João Del Rei, minha terra natal, e fico de joelhos lembrando toda a dor do sofrimento de Jesus Cristo na Cruz!”
Mas, foi em um dia qualquer bem frio de julho; um daqueles dias sem cor, cinzento e branco, que Hildebrando chamaria de um dia administrativo, porque dá a impressão de que nada de interessante ou de grave pode acontecer numa atmosfera tão pálida e sem graça. – Por volta das 10 da manhã, Anacleto vai até a sala de Hildebrando na fábrica e diz: “Sua situação no cargo foi para o vinagre!” – “Mas, por quê? -Pergunta, chocado, Hildebrando. – “Não tem um porquê. – Você deve deixar a Refratarium dentro de 10 dias!” - Responde, seca e friamente, Anacleto.
Por mais paradoxal que possa parecer, Anacleto Sacanelli, depois de trabalhar com fel, hoje trabalha com mel. É Diretor Geral da Apiarium, uma empresa situada no Interior do Estado de São Paulo. Ele diz, com entusiasmo, numa entrevista a uma revista técnica: “Estamos atingindo um nível de competitividade internacional, evoluindo de um sistema de produção por batelada de 250 toneladas/mês”.
Hildebrando disse que ficou lembrando de Anacleto quando viu a foto dele na revista. – “Fazia tempo que não o via tão bem apessoado: ele só está um pouco calvo e um pouquinho mais gordo!”

Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor, Escritor e Consultor de Empresas. www.paulobotelho.com.br

segunda-feira, junho 23, 2014

O semeador de ódio no País

O semeador de ódio no País

“A elite brasileira está conseguindo fazer o que nós nunca conseguimos: despertar o ódio de classes”.
Lula, ex-presidente do Brasil e atual presidente de ofício. O Brasil é definitivamente um país generoso. Uma declaração como esta, que além de enganosa pela imprecisa definição de elite – da qual Lula faz parte – representa uma confissão de culpa que, se o Congresso não fosse dominado pelo petismo populista, levaria seu autor às barras dos tribunais.
Ninguém com capacidade de pensar duvida mais que o projeto de poder perpétuo do PT no poder está lastreado no maniqueísmo propalado e posto em prática de Lula, de semear o ódio e a divisão de classes no Brasil como forma de garantir a hegemonia petista.
“Eu vou te contar uma coisa: eles não sabem o que nós seremos capazes de fazer, democraticamente, para fazer com que Dilma seja a nossa presidenta por mais 4 anos nesse país”, disse ainda Lula. É mais uma confissão de quem verdadeiramente semeia o ódio no País há décadas. Mas que começa a colher do próprio veneno.
Primeiro, a divisão mentirosa, demagógica entre “nós” (eles) e “eles” (nós), insuflada desde sempre. Quanto à afirmação de que “eles” (nós) não sabem o que os petista serão capazes de fazer”, sabemos, sim, e por isso Lula está, mais do que nunca, desgovernado, falando sandices por ter sua ação mentirosa finalmente desmascarada. Não estava ele preparado para isso, tamanha era e ainda é a arrogância de quem se tornou o dono da vontade nacional.
A palavra “democraticamente” foi colocada ali de propósito, dentro de outra estratégia populista de má fé do petismo de, defendendo a democracia, acabar com ela para implantar a ditadura permanente do partido.
Essas definições esquisitas de “eles” e “nós”, as acusações às “elites”, as falácias sobre campanhas da mídia contra o petismo, são armas que começam a falhar. É sempre bom lembrar que o ministro da propaganda de Hitler – e como o PT gosta de uma propaganda paga com dinheiro público! – afirmava que uma mentira dita mil vezes virava uma verdade. Não foi o que se viu com o desmantelamento do III Reich, como se começa a ver agora o desmantelamento da demagogia populista petista.
Não se pode perder o respeito pela autoridade. Mas quem mais tem contribuído para a disseminação da falta de educação, do decoro, da ética, da moralidade, do bom exemplo, são os próprios petistas. E Lula não o é o melhor exemplo de boa educação na forma de se referir a terceiros.
O que o então petista (ainda o é no conchavo interno do partido) André Vargas fez com o presidente do STF não foi o mesmo que o público fez com Dilma no Itaquerão? E por que Dilma não discursou? Por que Lula não compareceu? O veneno está se voltando contra a cobra venenosa que está contaminando o País, o próprio PT.
Acostumados ao salamaleque dos puxa-sacos e interessados no dinheiro público, Lula e demais companheiros, se imaginaram acima da lei, do bem e do mal. Fizeram e ainda farão coisas que nem imaginamos para não perder o poder. Mas, quanto mais mostrarem a verdadeira face do PT raivoso, mais vão espantar a própria freguesia e não as “zelites” como diz o apedeuta ex-presidente ainda mandão. A farsa está acabando. É até possível que Dilma seja reeleita. Mas, será, como já começou, apenas o início melancólico do final da era lulista no poder, porque o grau de corrupção, de desentendimento na disputa do cofre púbico, na ganância nunca antes vista neste País, sem nenhum pudor, vai por si só fazer desmoronar o I Reich petista ou a União Soviética dos Sonhos Petistas. Em tempo: a Copa do Mundo, trazida ao Brasil para ser palanque demagógico do lulismo, não tem nada a ver com isso. E, independentemente do resultado do jogo de ontem do Brasil, e do resultado final da Copa, o governo Dilma não conseguirá ser melhor do que é nem vai piorar do muito ruim que é.

Este artigo foi publicado no Blog Cidadania Brasil e retirado do Boletim Redex, boletim semanal dos ex-seminaristas salesianos

domingo, junho 08, 2014

O Aniversário da Menina

Veja mais um artigo enviado pelo Paulo Botelho (Debanda).

“There’s a place for us; Somewhere a place for us!”

(Há um lugar para nós; em algum lugar há um lugar para nós!) Leonard Bernstein, compositor americano).

Foi Hildebrando Bueno quem presenciou; lá também estava o radialista Salomão Schwartzman da Rádio Cultura de São Paulo, dono do bordão “Seja Feliz!” Aconteceu dentro de uma prosaica lanchonete do bairro de Pinheiros, por volta do meio-dia do último sábado do mês de maio. Um dia bem frio, cinzento e branco, que Hildebrando chamaria de um Dia Administrativo porque dá a impressão de que nada de interessante ou grave pode acontecer. E lá estava uma família de pessoas negras: pai, mãe e a filha que naquele dia completara três anos. Eles estavam almoçando Hamburguer com Coca-Cola. Tímidos e constrangidos, Hildebrando achou que eles se perguntavam o tempo todo: “Será este um lugar para nós?” – Ao final do almoço, o pai pediu ao garçom que trouxesse um pedaço de bolo, aquele que estava na vitrine da lanchonete. De má vontade, o garçom trouxe, com a mão mesmo, o pedaço de bolo quase que jogando em cima da mesa da família. Em seguida, a mãe pegou a sua bolsa e retirou de dentro três velinhas espetando-as no pedaço do bolo. O pai, ao acender com fósforo as velinhas, sorriu um sorriso tímido; um sorriso mostrando os dentes brancos, tão brancos. E começou a entoar, com a mulher, um quase inaudível Parabéns a Você!
Logo na segunda-feira, pela manhã, no Programa diário do Salomão, é colocado no ar um Parabéns a Você executado pela Orquestra Filarmônica de Londres em homenagem ao aniversário do sábado. Hildebrando, ao ouvir, quase chorou!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor, Escritor e Consultor de Empresas. www.paulobotelho.com.br

sábado, maio 31, 2014

O PT, algumas mazelas e o ano eleitoral.



O pesadelo de Gabeira na Serra da Canastra

REPASSANDO !!!
 
Quem diria...!

Gabeira teve um pesadelo com o PT na Serra da Canastra...
FERNANDO GABEIRA - O Estado de S.Paulo

       

As coisas andam esquisitas. Ou sempre estiveram, não sei. Dia agradável de trabalho na Serra da Canastra, revisitei a nascente do São Francisco e vi uma loba-guará se movendo com liberdade em seu território. De noite sonhei com o PT. Logo com o PT.
Sentei-me na cama para entender como os pesadelos do Planalto invadiam meus sonhos na montanha. Lembrei-me de que no início da noite vira a história de André Vargas e do doleiro Alberto Youssef na TV, os farmacêuticos do ar que vendiam remédios dos outros ao Ministério da Saúde. Pensei: esse Vargas é vice, no ano que vem seria presidente da Câmara dos Deputados. Como foi possível a escalada de um quadro tão medíocre? A resposta é a obediência, o atributo mais valorizado pelos dirigentes, antítese de inquietação e criatividade, sempre punidas com o isolamento.
Vargas fazia tudo o que o partido queria: pedia controle da imprensa e fazia até o que o partido aprova, mas não ousa fazer, como o gesto de erguer o punho na visita do ministro Joaquim Barbosa, do STF, ao Congresso. Em nossa era, esse deputado rechonchudo, que poderia passar por um burguês tropical, simboliza o resultado catastrófico da política autoritária de obediência, imposta de cima.
Num falso laboratório, com o nome fantasia de Labogen (gen é para dar um ar moderno), Vargas e Youssef tramavam ganhar dinheiro vendendo remédios ao ministério. O deputado, que ocupava o mais alto cargo do PT na Câmara, trabalhava para desviar dinheiro da saúde!  É um tipo de corrupção que merece tratamento especial, pois suga recursos e equipamentos destinados a salvar as pessoas. A corrupção na saúde ajuda a matá-las.
A catástrofe dessa política autoritária se revela também na escolha de Dilma Rousseff para suceder a Lula. Sob o argumento de que os quadros políticos poderiam abrir uma luta fratricida, escolheu-se uma técnica com capacidade de entender claramente que Lula e o PT fariam sua eleição. A suposição de que o debate entre candidatos de um mesmo partido seria ameaçador para o governo é uma tese autoritária. Nos EUA, vários candidatos de um mesmo partido disputam as primárias. E daí?
Lula sabia que um quadro político nascido do choque de ideias seria um sucessor com potencial maior que Dilma para ganhar luz própria. E a visão autoritária de Lula - sair plantando postes nas eleições, em vez de aceitar que novas pessoas iluminassem o caminho - contribuiu para a ruína do próprio PT.
Tive um pesadelo com o PT porque jamais poderia imaginar que chegasse a isso. Os petistas, aliás, carnavalizaram uma tradição de esquerda. Figuras como André Vargas erguem os punhos com a maior facilidade, como se estivessem partindo para a Guerra Civil Espanhola na Disneylândia. E os erguem nos lugares e circunstâncias mais inadequados, como num momento institucional. Um vice-presidente não pode comportar-se na Mesa como um militante partidário. O correto é que tivesse sido destituído do cargo depois daquele punho erguido. Mas o PT e seus aliados não deixariam o processo correr. Eles são fortes, organizados, bloqueiam tudo. Será que essa força toda dará conta do que vem por aí?
Estamos em ano eleitoral e Dilma, nesse cai-cai. É compreensível que as esperanças se voltem para Lula como salvador de um projeto em ruínas. Mas como salvar o que ele mesmo arruinou? O esgotamento do projeto do PT é também o de Lula, em que pese sua força eleitoral. Ele terá de conduzir o barco num ano de tempestades.
Para começar, essa da Petrobrás, Pasadena e outras saidinhas. O vínculo entre Youssef, Vargas e a Petrobrás também está sendo investigado pela Polícia Federal. Mas a relação do doleiro com o governo não deveria passar em branco. Num dos documentos surgidos na imprensa, fala-se que Youssef estava num delegação oficial brasileira discutindo negócios em Cuba. Por que um doleiro num delegação oficial? Por que Cuba?
Muitas novidades estão aparecendo. Mas essa do André Vargas, homem influente no partido, um farmacêutico do ar que neste momento deve estar erguendo os punhos no espelho, ensaiando para ser preso, interrompeu meu sono em São Roque de Minas com uma clara mensagem: o PT é um pesadelo.
Tenho amigos que ainda votam no PT porque acham ser preciso impedir a vitória da direita. Não vejo assim o espectro eleitoral. Há candidatos do centro e da esquerda. Que importância tem a demarcação rígida de terrenos, se estamos diante de fatos morais inaceitáveis, como a corrupção na Saúde, o abalo profundo na Petrobrás, a devastação da nossa vida política?
Cai, cai, balão, não vou te segurar. Estivemos juntos quando os petistas eram barbudos e tinham uma bolsa de couro a tiracolo. Mudou o estilo. Agora têm bochechas e um doleiro a tiracolo. Naquela época já pressentia que não ia dar certo. Mas não imaginava essa terra arrasada, um descaminho tão triste.
É um consolo estar nas nascentes do São Francisco, ver as águas descendo para a Cachoeira Casca Danta: o lindo movimento das águas rolando para sentir a mudança permanente. Sei que essa é uma ideia antiga, de muitos séculos. Mas para mim sempre foi verdadeira. É o que importa.
Uma das grandes ilusões da ditadura militar foi interromper a democracia supondo que adiante as pessoas votariam com maturidade. A virtude do processo democrático é precisamente estimular as pessoas a que aprendam por si próprias e evoluam.
As águas de 2014 apenas começaram a rolar. Tanto se falava na Copa do Mundo como o grande teste e surge a crise da Petrobrás. Poucos se deram conta de que, com os sete mortos nas obras dos estádios brasileiros, batemos um recorde de acidentes em todas as Copas. De certa forma, são vítimas da megalomania, do ufanismo, de todas essas bobagens de gente enrolada na Bandeira Nacional comprando refinarias no Texas, deixando uma fortuna nas mãos de um barão belga que nem acreditou direito naquela generosidade. Ergam os punhos cerrados para o barão e ele responderá com uma merecida banana. Gestualmente, é um bom fim de história.

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