sexta-feira, março 01, 2013

Aniversariantes do mês de março



Amigos do Enfrades - ex-seminaristas franciscanos - que fazer aniversário no mês de abril. Nossos cumprimentos a todos e votos de muitos anos de vida com saúde, paz e alegria. Um sonoro Io vivat para todos vocês.

Dia - Nome - Apelido - Epoca no seminário - E-mail.

1 Emerson Ribeiro Silva - 1961
1 Manuel Antônio de Castro (Português) - 1956/61
1 Luiz Campos de Menezes - 1964/68
1 Alípio da Rocha Marques (Calunga) - 1988
2 Luiz Antônio Alves (Botafogo) - 1965/68
2 Miguel Cardoso de Oliveira (Tatu) - 1956
2 Frei Marcelo Garcia dos Santos
3 Nilson Ribeiro de Almeida - 1988/91
3 Frei Joel Postma
5 Geraldo Inácio de Almeida (Caieira) - 1946/48
5 Adilceu Ribeiro Maia - 1964
5 Ricardo Oselieri - 1968
5 Adilson José da Silva - 1993/97
6 Osvaldo Teodoro de Souza (Rato) - 1959/60
6 Alfredo Silva Mendes - 1959/66 - comercial@rapidoseda.com.br
6 Vitor Hugo Marcelino Moreira (Vitinho) - 1969/71
7 Gilberto César Leoni Penna (Parrolô) - 1953/55
7 Ivan Bustamante (Chicletes) - 1959/60
7 José Virgílio Fernandes - 1954
7 Luiz de Souza Pinto Filho (Bode) - 1956
7 Mauro Eustáquio Ferreira - 1960/64 - mauroef@hotmail.com
8 Walther Penna Cheib (Cheib) - 1963/64
8 João Batista Brandão Pereira - 1967
9 Lourenco Ferreira de Resende (Reboque) - 1961/62
9 Vicente de Paulo Ferreira (Xará) - 1962/64
9 Samuel Ramos - 1990/91
9 Frei Laércio Jorge de Oliveira
10 Raimundo Nonato de Oliveira - 1965
10 José Lúcio Cursi (Dé) - 1985 - luciocursi@uol.com.br
10 Hermes Ailton de Abreu Fernandes - 1992
10 Frei Marcelo Luciano
12 Adalberto Albertino Rodrigues (Tino) - 1962/63
12 Hélio Krollmann (Biriba) - 1949/55
12 Amarildo de Paula A. do Carmo (Bob) - 1984/86
13 Adilson Antônio de Jesus Bracarense - 1962/63
13 Carlos Alberto Gohn (Gohn) - 1964/66 - cargohn@yahoo.com.br
13 Geraldo Magela S. Pontes (Magela) - 1980/81 - gemagela@uai.com.br
13 José Américo Lacerda Júnior (Juninho) - 1982/88
14 Juarez Alves Muniz (Miguelão) - 1972/76
15 Geraldo de Souza Amado (Lerdão) - 1942/47
15 João Batista de Sousa (Batista) - 1961/68
15 Marcos Lúcio de Souza (Fazendeiro) - 1965
15 Alexandre Maurício Vieira Pinto - 1976
15 Antônio Aparecido Mendes Lucas (Juca) - 1983/84
15 Frei Jonas Nogueira da Costa
16 Márcio V. Thibau de Almeida (Pileco) - 1962 - malmeida@trt24.gov.br
16 Milton Miranda - 1960
16 Marcos Francisco da Silva - 1968
16 Frei Paulo Afonso Aguiar
17 Valdir Dias Barbosa (Joilde) - 1954/58
17 Afrânio Silva Mendes - 1966/69 - carbometal@veloxmail.com.br
17 Antônio Silva Mendes (Tonho) - 1966/69
17 Cláudio Ribeiro Vieira - 1984/89 - claudioribeirovieira@yahoo.com.br
17 Fernando Santos Macedo (Fantasminha) - 1983/86
17 Everaldo Ferreira de Paula - 1983/85
17 Frei Adriano de Wit
19 Vilmar Hilário de Queiroz (Cinderela)- 1962/63
20 José Albertino Rodrigues Neto (Cuíca) - 1965/66
21 Daylton Nei Ávila (Doce) - 1944/50
21 José Ney E. de Souza (Zé Ney) - 1955/59 – joseney@codemig.com.br
22 Amaury Soares de Almeida - 1962 - amaurysalmeida@hotmail.com
22 Antônio Lacerda Almeida (Gabiroba) - 1978/84 – antoniopla@hotmail.com
22 Frei José da Cruz Kokkelkoren
23 João Marques de Vasconcelos (Cri) - 1941/46
23 Paulo Mourão Pires (Urubu) - 1943
23 José Antônio Autran Medeiros - 1964
23 Divino de Castro Malaquias - 1989/91
23 Frei Geraldo Xavier Portugal
23 Frei Luciano Lucas Pereira
24 Frei João José van der Slot
25 Benedito Peixoto de Sá (Benezinho) - 1957/63
25 Jairo do Nascimento Duarte - 1968
25 José Arnóbio Amariz de Souza (Cientista) - 1966/68
25 Luiz Braga de Ávila (Salu) - 1949/50
25 Maurício Roberto Fernandes (Mantiqueira) - 1957/59
25 Luiz Eduardo de Ávila (Papa) - 1982/85
25 Valtair Francisco da Silva
26 Carlos César dos Reis (Palito) - 1964/67 – carlosfpc@hotmail.com
26 Júlio Drumond Lage - 1965/68 – jdlage@gmail.com
26 Pedro Eduardo Pereira (Pep) - 1982/83 - pedroeduardopereira@yahoo.com.br
26 Frei Celso Márcio Teixeira
26 Frei Eron Costa Cerrato
27 José Roberto Ferreira (Catatau) - 1952/53
27 Roberto Paschoal Caldeira Brant (Pão) - 1943/50 – robertopcbrant@yahoo.com.br
27 Avelino Amorim Neto (Tilobo) - 1958
27 Paulo Celso Guimarães Pena (Cabrito) - 1958/61
27 Eustáquio Teófilo do Amaral (Amaral) - 1959/67 – amaral@marte-df.com.br
27 Júlio César dos Santos Filho - 1986/87
29 Flávio Pereira Andrade (Dutra) - 1946/50
29 José Antônio Palmieri (Palmieri) - 1966/68
29 Ricardo Wagner de Andrade (Tulu) - 1947/48
30 Lúcio Horta Teixeira (Ratinho) - 1959/60
30 Thúlio Lorentz Trivelli - 1961/63 – amaral@marte-df.com.br
30 Nelson Rosa Cleto - 1963/70
31 Sérgio Roberto Pereira Afonso - 1954/56 – sr.afonso@uol.com.br


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terça-feira, fevereiro 26, 2013

A Igreja-Instituição como "Casta Meretiz"

Artigo do Leonardo Boff enviado pelo César Téchio, ex-seminarista franciscano.
 


          Quem acompanhou o noticiário dos últimos dias acerca dos escândalos dentro do Vaticano, trazidos ao conhecimento pelos jornais italianos “La Repubblica” e o “La Stampa”, referindo um relatório com trezentas páginas, elaborado por três Cardeais provectos sobre o estado da cúria vaticana deve, naturalmente, ter ficado estarrecido. Posso imaginar nossos irmãos e irmãs piedosos que, fruto de um tipo de catequese exaltatória do Papa como “o doce Cristo na Terra” devam estar sofrendo muito, pois amam o justo, o verdadeiro e o transparente e jamais quereriam ligar sua figura a notórios malfeitos de seus assistentes e cooperadores.

         O conteúdo gravíssimo destes relatórios reforçaram, no meu entender, a vontade do Papa de renunciar. Ai se comprovava uma atmosfera de promiscuidade, de luta de poder entre “monsignori”, de uma rede de homossexualismo gay dentro do Vaticano e desvio de dinheiro do Banco do Vaticano. Como se não bastassem os crimes de pedofilia em tantas dioceses que desmoralizaram profundamente a instituição-Igreja.

         Quem conhece um pouco a história da Igreja – e nós profissionais da área temos  que estuda-la detalhadamente- não se escandaliza. Houve épocas de verdadeiro descalabro do Pontificado com Papas adúlteros, assassinos e vendilhões. A partir do Papa Formoso (891-896) até o Papa Silvestre (999-1003) se instaurou segundo o grande historiador Card. Barônio a “era pornocrática” da alta hierarquia da Igreja. Poucos Papas escapavam de serem depostos ou assassinados. Sergio III (904-911) assassinou seus dois predecessores, o Papa Cristóvão e Leão V.

         A grande reviravolta na Igreja como um todo, aconteceu, com consequências para toda a história ulterior, com o Papa Gregório VII em 1077. Para defender seus direitos e a liberdade da instituição-Igreja contra reis e príncipes que a manipulavam, publicou um documento que leva este significativo título “Dictatus Papae” que literalmente traduzido significa “a Ditadura do Papa”. Por este documento, ele assumia todos os poderes, podendo julgar a todos sem ser julgado por ninguém. O grande historiador das idéias eclesiológicas Jean-Yves Congar, dominicano, considera a maior revolução acontecida na Igreja. De uma Igreja-comunidade passou a ser uma instituição-sociedade monárquica e absolutista, organizada de forma piramidal e que vem até os dias atuais
       
       Efetivamente, o cânon 331 do atual Direito Canônico se liga a esta compreensão, atribuindo ao Papa poderes que, na verdade, não caberiam a nenhum mortal, senão somente a Deus: ”Em virtude de seu ofício, o Papa tem o poder ordinário, supremo, pleno, imediato, universal” e em alguns casos precisos, “infalível”.

         Esse eminente teólogo, tomando a minha defesa face ao processo doutrinário movido pelo Card. Joseph Ratzinger em razão do livro “Igreja:carisma e poder” escreveu um artigo no “La Croix”(8/9/1984) sobre o “O carisma do poder central”. Ai escreve: ”O carisma do poder central é não ter nenhuma dúvida. Ora, não ter nenhuma dúvida sobre si mesmo é, a um tempo, magnífico e terrível. É magnífico porque o carisma do centro consiste precisamente em permanecer firme quando tudo ao redor vacila. E é terrível porque em Roma estão homens que tem limites, limites em sua inteligência, limites em seu vocabulário, limites em suas referencias, limites no seu ângulo de visão”. E eu acrescentaria ainda limites em sua ética e moral.
         Sempre se diz que a Igreja é “santa e pecadora” e deve ser “sempre reformada”. Mas não é o que ocorreu durante séculos nem após o explícito desejo do Concílio Vaticano II e do atual Papa Bento XVI. A instituição mais velha do Ocidente incorporou privilégios, hábitos, costumes políticos palacianos e principescos, de resistência e de oposição que praticamente impediu ou distorceu todas as tentativas de reforma.

         Só que desta vez se chegou a um ponto de altíssima desmoralização, com práticas até criminosa que não podem mais ser negadas e que demandam mudanças fundamentais no aparelho de governo da Igreja. Caso contrário, este tipo de institucionalidade tristemente envelhecida e crepuscular definhará até entrar em ocaso. Os atuais escândalos sempre houve na cúria vaticana apenas que não havia um providencial Vatileaks para  trazê-los a público e indignar o Papa e a maioria dos cristãos.

         Meu sentimento do mundo me diz que  estas perversidades no espaço do sagrado e no centro de referencia para toda a cristandade – o Papado – (onde deveria primar a virtude e até a santidade) são consequência desta centralização absolutista do poder papal.  Ele faz de todos vassalos, submissos  e ávidos por estarem fisicamente perto do portador do supremo poder, o Papa. Um poder absoluto, por sua natureza, limita e até nega a liberdade dos outros, favorece a criação de grupos de anti-poder, capelinhas de burocratas do sagrado contra outras, pratica  largamente a simonía que é compra e venda de vantagens, promove  adulações e destrói os mecanismos da transparência. No fundo, todos desconfiam de todos. E cada qual procura a satisfação pessoal da forma que melhor pode. Por isso, sempre foi problemática a observância do celibato dentro da cúria vaticana, como se está revelando agora com a existência de uma verdadeira rede de prostituição gay.

         Enquanto esse poder não se descentralizar e  não outorgar mais participação de todos os estratos do povo de Deus, homens e mulheres, na condução dos caminhos da Igreja o tumor causador desta enfermidade perdurará. Diz-se que Bento XVI passará a todos os Cardeais o referido relatório para cada um saber que problemas irá enfrentar caso seja eleito Papa. E a urgência que terá de introduzir radicais transformações. Desde o tempo da Reforma que se ouve o grito: ”reforma na Cabeça e nos membros”. Porque nunca aconteceu, surgiu  a Reforma como gesto desesperado dos reformadores de fazerem por própria conta tal empreendimento.

Para ilustração dos cristãos e dos interessados em assuntos eclesiásticos, voltemos à questão dos escândalos. A intenção é desdramatizá-los, permitir que se tenha uma noção menos idealista e, por vezes, idolátrica da hierarquia e da figura do Papa e libertar a liberdade para a qual Cristo nos chamou (Galatas 5,1). Nisso não vai nenhum gosto pelo Negativo nem vontade de acrescentar desmoralização sobre desmoralização. O cristão tem que ser adulto, não pode se deixar infantilizar nem permitir que lhe neguem conhecimentos em teologia e em história para dar-se conta de quão humana e demasiadamente humana pode ser a instituição que nos vem dos Apóstolos.

         Há uma longa tradição teológica que se refere à Igreja como casta meretriz,  tema abordado detalhadamente por um grande teólogo, amigo do atual Papa, Hans Urs von Balthasar (ver em Sponsa Verbi,  Einsiedeln 1971, 203-305). Em várias ocasiões o teólogo J. Ratzinger se reportou a esta denominação. A Igreja é uma meretriz que toda noite se entrega à prostituição; é casta  porque Cristo, cada manhã se compadece dela, a lava e a ama.

          O  habitus meretrius da instituição, o vício do meretrício, foi duramente criticado pelos Santos Padres da Igreja como Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Jerônimo e outros. São Pedro Damião chega a chamar o referido Gregório VII de “Santo Satanás” (D. Romag, Compêndio da história da Igreja, vol 2, Petrópolis 1950,p.112). Essa denominação dura nos remete àquela de Cristo dirigida a Pedro. Por causa de sua profissão de fé o chama “de pedra”mas por causa de sua pouca fé e de não entender os desígnios de Deus o qualificou de “Satanás”(Evangelho de Mateus 16,23). São Paulo parece um moderno falando quando diz a seus opositores com fúria: ”oxalá sejam castrados todos os que vos perturbam”(Gálatas 5.12).
         Há, portanto, lugar para a profecia na Igreja e para as denúncias dos malfeitos que podem ocorrer no meio eclesiástico e também no meio dos fiéis.

      Vou referir outro exemplo tirado de um santo querido da maioria dos católicos brasileiros, por sua candura e bondade: Santo Antônio de Pádua. Em seus sermões, famosos na época, não se mostra  nada doce e gentil. Fez vigorosa crítica aos prelados devassos de seu tempo. Diz ele: “os bispos são cachorros sem nenhuma vergonha, porque sua frente tem cara de meretriz e por isso mesmo não querem criar vergonha” (uso a edição crítica em latim publicada em Lisboa em 2 vol em 1895). Isto foi proferido no sermão do quarto domingo depois de Pentecostes (p. 278). De outra vez,  chama os prelados de “macacos no telhado, presidindo dai o povo de Deus” (op cit  p. 348).  E continua:” o bispo da Igreja é um escravo que pretende reinar, príncipe iniquo, leão que ruge, urso faminto de rapina que espolia o povo pobre”(p.348). Por fim na festa de São Pedro ergue a voz e denuncia: ”Veja que Cristo disse três vezes: apascenta e nenhuma vez tosquia e ordenha… Ai daquele que não apascenta nenhuma vez e tosquia e ordena três ou mais vezes…ele é um dragão ao lado da arca do Senhor que não possui mais que aparência e não a verdade”(vol. 2, 918).

         O teólogo Joseph Ratzinger explica o sentido deste tipo de denúncias proféticas: ”O sentido da profecia reside, na verdade, menos em algumas predições do que no protesto profético: protesto contra a auto-satisfação das instituições, auto-satisfação que substitui a moral pelo rito e a conversão pelas cerimônias” (Das neue Volk Gottes,  Düsseldorf 1969, p. 250, existe tradução português).

         Ratzinger critica com ênfase a separação que fizemos com referência à figura de Pedro: antes da Páscoa, o traidor; depois de Pentecostes, o fiel. “Pedro continua vivendo esta tensão do antes e do depois; ele continua sendo as duas coisas: a pedra e o escândalo… Não aconteceu, ao largo de toda a história da Igreja, que o Papa, simultaneamente, foi o sucessor de Pedro, a “pedra” e o “escândalo”(p. 259)?

         Aonde queremos chegar com tudo isso? Queremos chegar ao reconhecimento de que a igreja- instituição de papas, bispos e padres, é feita de homens que podem trair, negar e fazer do poder religioso negócio e instrumento de auto-satisfação. Tal reconhecimento é terapêutico, pois nos cura de toda uma ideologia idolátrica ao redor da figura do Papa, tido como praticamente infalível. Isso é visível em setores conservadores e fundamentalista de movimentos católicos leigos e também de grupos  de padres. Em alguns vigora uma verdadeira papolatria que Bento XVI procurou sempre evitar.

         A crise atual da Igreja  provocou a renúncia de um Papa que se deu conta de que não tinha mais o vigor necessário para sanar escândalos de tal gravidade. “Jogou a toalha” com humildade. Que outro mais jovem venha a assuma a tarefa árdua e dura de limpar a corrupção da cúria romana e do universo dos pedófilos, eventualmente puna, deponha e envie alguns mais renitentes para algum convento para fazer penitência e se emendar de vida.

         Só quem ama a Igreja pode fazer-lhe as críticas que lhe fizemos, citando textos de autoridade clássicas do passado. Quem deixou de amar a pessoa um dia amada, se torna indiferente à sua vida e destino. Nós nos interessamos à semelhança do amigo e  de irmão de tribulação Hans Küng, (foi condenado pela ex-Inquisição) talvez um dos teólogos  que mais ama a Igreja e por isso a critica.

         Não queremos que cristãos cultivem este sentimento de  de descaso e de indiferença. Por piores que tenham sido seus erros e equívocos históricos, a instituição-Igreja guarda a memória sagrada de Jesus e a gramática dos evangelhos. Ela prega libertação, sabendo que geralmente são outros que libertam e não ela.

     Mesmo assim vale estar dentro dela, como estavam São Francisco, Dom Helder Câmara, João XXIII e os notáveis teólogos que ajudaram a fazer o Concílio Vaticano II e que antes haviam sido todos condenados pela ex-Inquisição, como De Lubac, Chenu, Congar,  Rahner e outros. Cumpre  ajudá-la a sair deste embaraço, alimentando-nos mais do sonho de Jesus de um Reino de justiça, de paz e de reconciliação com Deus e do seguimento de sua causa e destino do que de simples e justificada indignação que pode cair facilmente no farisaísmo e no moralismo.

Leonardo Boff

Já que o assunto é sobre padres, veja este belo concerto do Les Prêtres, três padres cantores da França.

Mais reflexões desta ordem se encontram no meu Igreja: carisma e poder  (Record 2005) especialmente no Apêndice com todas a atas do processo havido no interior da ex-Inquisição em 1984.