quarta-feira, março 28, 2012

Turma do Enfrades no Programa Mais Você, da Ana Maria Braga.

Veja este vídeo onde tem a participação dos ex-seminaristas franciscanos que se encontram, todas as semanas, há mais de 28 anos, para tomar umas cervejinhas, em Belo Horizonte.
Nos bons tempos a gente cantava sempre o canto gregoriano que agora só é cantado quando aparecem os que sabem cantar.
Há alguns dias apareceu lá uma equipe do programa Mais Você, com a Ana Maria Braga, na Rede Globo.
Eles fizeram uma gravação com a turma cantando o Io vivat em homenagem ao programa e usando o mote: "tem que ir na Ana Maria Braga".
A reportagem foi ao ar no programa de hoje, dia 28.
O Tachinha, eu, é o que está de bigode.
Veja a parte do programa onde nós aparecemos.
A nossa participação acontece aos 1:32 e aos 3:32 da reportagem. Para revê-la é só passar o mouse logo acima do horário e aí aparece a "fita" ou régua e, no caso, é só arrastá-la para estes horários.

domingo, março 25, 2012

Jesus histórico: chicote neles

Leia este artigo tão atual e que, cada vez mais, nos deixa perplexos com a existência de empresas religiosas cujo único fim é ver qual arrecada (arranca) mais dinheiro para os seus empresários. 

“Jesus histórico: Chicote neles”

Cesar Techio - Economista – Advogado


Iniciei, hoje, a leitura de “Jesus Aproximação Histórica”, um livro de José Antônio Pagola, Editora Vozes, 650 páginas. A abordagem do “Jesus histórico” não pode ser confundida com um estudo sobre o “Cristo da fé” no qual nós cristãos cremos, já alerta o autor na introdução. Além do mais, o método de estudo tem base “histórico-crítica”, com critérios científicos e, portanto, isento de pressupostos filosóficos e devaneios de “obras de ficção, escritas com delirante fantasia, que prometem revelar-nos por fim o Jesus real e seus ensinamentos secretos, e não são senão fraude de impostores que só buscam assegurar-se de polpudos negócios” (pág.12). Então, finalmente, encontrei uma bibliografia que me interessa, pois de há muito me cansei dos fingidores que utilizam a religião como um comércio, um meio de vida.

Não sei o que me aguarda nas próximas páginas, mas a proposta de Pagola me foi abonada e recomendada por um amigo, depois que expliquei a ele que estava farto de constatar que, enquanto para Jesus religião é vida, para muitos líderes religiosos é apenas “meio de vida”. Eles fazem tanto estardalhaço e recolhem tanto dinheiro, que, se Jesus histórico aparecesse no meio deles e do povo entorpecido, seria impossível reconhecê-lo.
Reconhecer Jesus implica em capacidade de se relacionar com ele; implica em possuir um coração que permita se tornar um pouco daquilo que ele é para a história. Só podemos reconhecer aquilo que já se encontra dentro de nós mesmos. E isso tem a ver com simplicidade e não com erudição e dinheiro. Parece piada, mas existe tanto envolvimento com ideias e pregações, que se o homem Jesus aparece, com toda a sua dimensão humana e histórica, os que utilizam dele como marketing para “faturar”, tentariam matá-lo.

Mergulhando algumas páginas à frente, percebo que Jesus realmente não foi assassinado por bandidos, homens maus, mas, por rabinos muito respeitáveis, pessoas religiosas (vejam só!) que se sentiram ameaçadas. Contextualizando Jesus, com a ajuda da arqueologia, antropologia cultural, sociologia das sociedades agrárias da bacia mediterrânea, da economia, etc., vemos que ele nasceu na Galileia, numa aldeia insignificante, dentro da cultura judaica com todas suas implicações. Seu nome, Yeshua (“Javé salva”), dado por seu pai no dia de sua circuncisão era super comum, quase todo mundo assim se chamava de forma que foi preciso lhe identificar como Yeshua bar Yosef, “Jesus filho de José”.

Pois bem, sem qualquer erudição, sem citar mestres, o filho de José começou a “falar do que o coração estava cheio” (Mateus 12,34: “a boca fala do que o coração transborda”) e passou a “dar nos dedos” dos escribas, fariseus e rabinos do seu próprio povo judeu. Ele não era de “passar a mão na cabeça” dos vagabundos e exploradores de seu tempo. Segundo João, “profundamente irado, ele toma um chicote, expulsa os vendedores e animais, derruba as moedas e vira as mesas. Acusou que estavam fazendo da casa do Pai casa de negócios. 
Com Jesus os supostos religiosos, inclusive de nosso tempo, estão sempre em perigo, porque toda a vida deles não fecha com a vida do Jesus histórico. Assim, se Jesus está certo, a maioria dos líderes religiosos estão errados. Se Jesus está certo, então, muitas igrejas estão erradas. E devem fechar as portas, antes que ele entre nelas e estrale o chicote.

Um ano após o impressionante tsunami ocorrido no Japão veja este, também impressionante, vídeo que não tinha sido veiculado na imprensa.