segunda-feira, janeiro 24, 2011

Mozart Vianna de Paiva deixa secretaria-geral da Mesa da Câmara dos Deputados.

Mozart Vianna de Paiva, nascido em Corinto (Minas Gerais) e nosso amigo da turma do Enfrades - ex-seminaristas franciscanos - estudou nos Seminários de Santos Dumont e São João del Rei na década de 1960.
Ele exerceu o cargo de secretário-geral da Mesa da Câmara e está mudando de atividades, conforme esta notícia publicada no jornal O Globo.
Esperamos que agora, um pouco menos "escravo" das suas atividades ele possa nos dar a alegria de comparecer aos nossos encontros em Santos Dumont.
Parabéns, Mozart, e boa sorte na nova caminhada.

BRASÍLIA - Depois de vinte anos como secretário-geral da Mesa da Câmara, que é o mais próximo auxiliar do presidente da Casa, o servidor Mozart Vianna deixará o posto e vai trabalhar com apenas um parlamentar: o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Mozart será assessor especial de Aécio e o responsável pela organização do gabinete do mineiro, que, segundo a expectativa dos próprios políticos, será uma espécie de pré-comitê da eleição presidencial de 2014.

Aécio já avisou ao PSDB que será candidato à sucessão da presidente Dilma Rousseff. Além de Mozart, o novo senador tucano procura outros nomes de grande experiência e visibilidade para compor seu gabinete. Quer, por exemplo, ter um grande especialista em direito econômico, área que pretende atuar no Senado.

Aécio, que teve Mozart como seu principal auxiliar quando presidiu a Câmara, não foi o único interessado em levá-lo para seu gabinete. Em dezembro, logo após as eleições, o secretário-geral da Câmara foi convidado para trabalhar com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) - que foi presidente da Câmara três vezes -, mas declinou e afirmou que, naquele momento, não poderia aceitar.

Profundo conhecedor de regimento interno e do funcionamento do Congresso, Mozart afirma que decidiu mudar de ritmo de trabalho. Cansou-se da rotina muito puxada do cargo. Como secretário-geral, ele passa horas ao lado do presidente da Câmara durante as sessões, além de assessorar as lideranças de partidos, as comissões técnicas e também todos os outros 512 deputados, que têm livre acesso a sua sala.

- Estou mudando por uma circunstância de vida. Quero me dedicar mais à família. O trabalho na secretaria-geral exige muito e há muitos anos que estou nesse ritmo. Vejo como uma mudança natural, mas sou feliz aqui - disse Mozart Vianna, que é formado em Letras.

Além de Michel Temer, Mozart recebeu outros três convites. Ao optar por Aécio, diz que não se trata de uma preferência partidária.

- Tive boa relação com todos os presidentes, com o Michel Temer nos seus três mandatos. Gosto muito do Aécio, fez um excelente trabalho quando presidiu a Casa.

Até 2005, na gestão de Severino Cavalcanti (PP-PE), Mozart trabalhava em pé na mesa principal do plenário, orientando o presidente em todos os seus passos na condução da sessão plenária.

Ao assistir pela TV uma sessão, Catarina Amélia, esposa de Severino, perguntou ao marido porque aquele "deputado" ficava em pé o tempo todo a seu lado. Quando soube que se tratava do principal assessor da Câmara, determinou a Severino que providenciasse uma cadeira.

- O Severino chegou na presidência e disse, brincando, que iria demitir todo mundo se não me dessem uma cadeira. Foi até bom, sentia dores de coluna.

Mozart já comunicou sua decisão ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que deverá ser reeleito para o cargo dia 1º de fevereiro. Ele deixará o posto após a eleição. Mozart aposentou-se como funcionário da Câmara em 2000.

Nenhum comentário:

Postar um comentário