quarta-feira, junho 03, 2009

Artigo do Frei Cristóvão: A Crise Global (II)

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Leia abaixo mais um artigo enviado pelo Frei Cristóvão.

A CRISE GLOBAL (II)

A NATUREZA DA CRISE

Para um outro grupo de analistas trata-se de uma crise sistêmica que afeta a natureza do sistema do mercado produtivista-consumista. Fala-se, então, do fim do neoliberalismo que marcou as três últimas décadas. As contradições internas do sistema põem em jogo sua própria sustentabilidade e continuidade.

Os argumentos que sustentam essa tese?

• O déficit energético, uma vez que suas fontes não são infinitas;
• O aquecimento global, consequência do uso irracional e ilimitado das potencialidades que o Planeta-Terra oferece. O globo terrestre já perdeu mais de 27% de sua capacidade auto-generativa.
• O desequilíbrio do ecossistema planetário vem provocando mudanças climáticas que provocam sucessiva perda de sua biodiversidade e de seu equilíbrio ecológico;
• A crescente perda da reserva aquática; sendo que a água constitui fator e elemento indispensável para a preservação e renovação de toda manifestação de Vida em nossa “Casa” maior, a Mãe-Terra.
• Ausência de governança global (Geopolítica), que estabeleça critérios de um desenvolvimento sustentável que garanta o uso de tudo o que o Planeta dispõe para que dele extraiamos o necessário para o nosso bem-estar, como também das gerações futuras, sem que o destruamos (Macro ética);
• A produção de toneladas de lixo irreciclável, nocivo à própria Vida;
• Danos à saúde humana e animal. As assim chamadas doenças urbanas;
• A exclusão social;
• A revolta dos excluídos (Violência urbana - Terrorismo).
• Esvaziamento ético da economia e da política.
• Desumanização das relações sociais. Os mais fortes ditam as regras do jogo.(Cf.Análise de Conjuntura, CNBB:2009).

Uma análise objetiva desses fatores deixa entrever que constituem índices que incidem na própria estrutura do sistema; e descarta as teses de um dos teóricos do sistema capitalista, Adam Smith, defensor do sistema do Mercado e da capacidade do “Homo” de produzir riquezas.

Capacidade ilimitada de produzir, vender, financiar suas vendas, movido por uma mentalidade egóica de concorrência no processo de produção e acumulação de bens.

A competição entre os produtores; entre os povos traz consigo o aperfeiçoamento dos mecanismos de produção, defendia A.Smith.

Frei Cristóvão Pereira ofm.
freicristovao@gmail.com

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