sexta-feira, julho 18, 2008

Cervejinha de quinta-feira: dia 17 de julho de 2008.

A cervejinha desta quinta-feira teve as presenças de: José Derval, José Lembi, Jaburu, Frei Cristóvão, Aloísio Tirado (Jaó), Amaury, Alex Fantini e esposa, Gilberto Zanoli, Francisco Motta, Carlos César (Palito), Tachinha, Fernando Rosa (Periquito) e seu filho Juliano com a namorada,
Na mesa ao lado o sempre presente Milton, ex-seminarista da Borda do Campo.

quinta-feira, julho 17, 2008

Artigo do frei Cristóvão: A Lista Suja.

Leia abaixo mais um artigo enviado pelo Frei Cristóvão.

UMA SITUAÇÃO INCÔMODA E ESDRÚXULA

`A Lista Suja`

A Polícia desbarata a maracutaia, o Judiciário indicia, mas só o Legislativo autoriza ou não a abertura do processo de julgamento. Isso, em caso de votação positiva, confirmando infração contrária ao decoro parlamentar ou ao texto da Carta Magna da nação; ou, então, casos de desvio de verba pública ou sonegação fiscal. Temos, agora, a problemática da `Lista Suja`. No pleito anterior tivemos a `Lista de Furnas`, na qual o governador do Estado figura como um dos tantos beneficiados por dinheiro da CEMIG. Foi abafada!

Temos casos de declarado acinte à opinião pública, isto quando o parlamentar, mediante a evidência dos autos, não se vê confiante no voto corporativo de seus similares, renuncia o cargo para garantir seus direitos políticos, e assim poder se candidatar no próximo pleito.

O caso mais recente do ex-prefeito de Juiz de Fora confirma esta situação anômala. Ameaçado de ser cassado pela Câmara de Vereadores da referida cidade, renuncia em tempo hábil, garantindo o direito de se candidatar, seja para deputado estadual, ou mesmo federal no pleito de 2010! Temos outros casos, tais como, Renan Calheiros, Íris Rezende e Jader Barbalho.

No Congresso Nacional, um terço dos congressistas são indiciados. Só com suspensão de suas prerrogativas de foro especial enquanto parlamentar, é que poderão ser processados e devidamente inocentados ou culpados. Uma vez condenados, perdem os seus direitos políticos por oito anos.

Não poucas vezes tenho queimado meu fosfato que refutar a afirmação de fulano ou sicrano, indignados com tanto escândalo no universo político nacional. Seja da Câmara de Vereadores, Assembléias Estaduais, do Congresso Nacional, do Judiciário e da própria Polícia. Defendiam, abertamente, um regime forte, comandado pelos militares!

Volta à ditadura militar. Isso para por ordem na casa e acabar com a corrupção. Tentava esclarecê-los que todo regime militar ou ditatorial, salvo raras exceções, primam, antes de tudo, pela corrupção e malversação da coisa pública. Sem o funcionamento do Congresso Nacional, com a censura da Impressa, do mundo artístico-intelectual; com judiciário diminuído de sua prerrogativa maior, a preservação e defesa da Carta Maior e dirimir questões duvidosas, aparentemente, controversas no que tange à interpretação da Lei Maior, à qual todos somos submetidos, a porta se escancara para a arbitrariedade, permitindo ao grupo governante e a seus cupinchas se beneficiarem das benesses dos cargos públicos.

Com a censura, com o Congresso fechado e o Judiciário amordaçado o campo está livre e aberto para os que assumiram o poder fazer dele um balcão de negócios, de enriquecimento. O que é público, republicano, torna-se algo de privado, particular.

Podemos discordar e, diria eu, temos que discordar da Política Econômica de Lula. De seu governo de composição, buscando agradar a gregos e troianos, na ânsia de permanecer no Poder e garantir a eleição de seu sucessor. Mas, não se pode negar, que ele, através da Polícia Federal e do Ministério da Justiça, temos um governo onde nunca se abriu tantos armários e gavetas, até então, trancafiados, seja pelo Legislativo, Executivo e Judiciário e mesmo, pela Polícia Federal.

A Polícia Federal, o Ministério, de certa forma, se sentem os vilões da vez. Há sérios indícios de criminalidade; de formação de quadrilha organizada para o desvio de volumosas contas públicas. O Judiciário acata a denúncia mediante a força comprobatória dos autos e tudo vai esbarrar no Congresso que, por sua vez, depende da votação da Comissão de Ética!

Trata-se de um trabalho inglório, para não dizer frustrante. Veja, no momento, o caso da lista suja dos virtuais candidatos nas próximas eleições. O TSE bem que queria que a mesma viesse a público; ou mesmo proibir as candidaturas de todos sobre os quais pairam sérios indícios de corrupção, e daqueles que respondem processo em andamento.

Pelo que me consta, até o presente momento, a publicação de seus nomes pela Internet, parece de consenso entre os magistrados da Suprema Corte do país. Já outros defendem que tal atribuição da Justiça Eleitoral competiria aos partidos políticos e não a Justiça Eleitoral.

A maioria do Ministério Público defende a tese de que em caso de omissão da lei, caberia a TSE fazê-la valer. No mais, é só perscrutar a voz da maioria de nosso eleitorado. Todos repugnam a má conduta de tantos parlamentares que ao fim do mandato, apresentam seus nomes para serem, novamente sufragados. Enquanto a lei não existir e ser regulamentada, o recurso que nos cabe e é viável é lançar mão da mídia que está sob nosso controle: usar a nossa rede de Internet.

Numa democracia representativa, a força da opinião pública tem um peso político significativo e indispensável. Cabe a você leitor-eleitor decidir! O exercício da cidadania ativa passa por este viés.

Frei Cristóvão Pereira ofm, Convento São Francisco das Chagas, Carlos Prates, BH, 19/06/2008.
freicristovao@gmail.com
http://teologiapolitica.blogstop.com/

terça-feira, julho 15, 2008

Artigo do Rosário: Células-tronco e nosso livre-arbítrio.

Paz plena...
Leia abaixo mais um artigo enviado pelo Rosário Américo Resende.

Irmãos e companheiros do ENFRADES,
Um abraço para cada um de vocês.
Respeito a opinião de todos, mas não podemos ficar calados perante momentos tão decisivos como esse. Com a liberação das pesquisas sobre embriões, abrem-se portas para todos: bons e não bons pesquisadores. Uns trabalhando em defesa da vida e do bom viver e outros trabalhando em prol do dinheiro ou de quem paga mais, estes não têm nenhum tipo de ética e poderão criar seres para serem usados, vendidos e ou apenas para serem destruídos.
Paz plena... Rosário.

200 - Células-tronco e nosso livre-arbítrio - publicado em 08/06/2008.

Cada um tem o direito e a liberdade de fazer o que julgar ser o melhor possível. Agora ninguém pode escapar, fugir ou se livrar das conseqüências de seus atos. Muitos defendem a liberdade, mas não querem assumir a responsabilidade sobre os seus atos, então essa liberdade é na realidade uma libertinagem ou atos, baseados na teoria do fazer para ver no que vai dar e se der certo, ótimo, mas se der errado mata ou destrói aquilo que tentou fazer.
O leitor Eustáquio Dimas (Fórum 1/6) escreveu: "Que bela discussão e que ótimo resultado" em relação à decisão do STF a respeito das pesquisas com células-tronco. Eu apenas pergunto: O que aconteceu antes para que acorresse essa ou aquela doença? Foi apenas uma falha ocasional no processo da criação?
O leitor Túllio M. S. Carvalho (Fórum 1/6) citou atos e ensinamentos do Mestre Jesus, que veio nós ensinar a perdoar, a amar, a viver e conviver bem com todos. Jesus curou paralíticos e cegos com amor e sabedoria, sempre protegendo a vida em todo o seu percurso, que hoje já pode ser entendido, que vai desde a fecundação até a morte do corpo de um ser vivo.
Nós, que somos espíritos criados simples e ignorantes, estamos em busca da verdade, que liberta e que nos levará à perfeição. E é por isso, que digo que a solução está na união perfeita entre Ciência e Religião, pois assim se busca os frutos da ciência para beneficiar a todos, mas agindo sempre em defesa da vida e da ética. No dia em que as religiões dogmáticas entenderam e aceitarem a evolução, então todos irão saber da verdade do presente, compreendendo que já viveram no passado e que irão reencarnar no futuro, que terá de ser melhor para todos.
Se eu fosse um eleitor do processo, votaria contra a aprovação, pois hoje já existem os roubos de órgãos de pessoas adultas. O que esses não irão fazer com os inocentes embriões? Todas as portas foram abertas e quem irá fiscalizar todas as ações em torno dos embriões?
Rosário Américo de Resende, ex-professor da UFMG.
Belo Horizonte, 01/06/2008.