sábado, março 29, 2008

Globalização da violência nossa de cada dia.

Segue abaixo as reportagens enviadas pelo nosso amigo Paulo Roberto (Batata) que mora no Rio de Janeiro e vejam como anda este nosso mundo com a violência cada vez mais banal e globalizada.
O Batata morou com a sua família por um ano em Paris e como seu filho Paulo Roberto fez amigos na capital francesa ele foi passar a Semana Santa para visitá-los.

A primeira nota foi publicada na página do jornal Globo Online, do Rio de Janeiro, na coluna do Ancelmo Góis, onde você pode ver a notícia no original.

Enviado por Ana Cláudia Guimarães - 27.3.2008 | 9h04m

Não pode

Lá e cá



O estudante brasileiro Paulo Roberto Araújo de Oliveira, de 27 anos, foi atacado no último domingo, por dois homens, nas proximidades da Torre Eiffel, em Paris (foto acima).

Paulo, que tinha ido passar a Semana Santa na França, foi encontrado por policiais e levado para um hospital, com ferimentos provocados por socos e pontapés (a foto abaixo). Ele perdeu apenas um relógio e voltou ao Rio na terça-feira, para se recuperar.



A notícia abaixo notícia foi publicada na primeira página do site do jornalista Sidney Resende.


Vandalismo, covardia e violência na Cidade Luz
Rafael Leal - 29.03.08


Foto: Arquivo pessoal

Paris é conhecida pelos seus famosos pontos turísticos, seus caros e elegantes restaurantes e por suas belas boulevards. Porém, o estudante de administração de empresas, Paulo Roberto Araújo de Oliveira, de 27 anos, viu um lado da Cidade Luz que é não muito conhecido ao redor do mundo.

Paulo Roberto, que passava o feriado da Páscoa na cidade, foi atacado e seriamente espancado por dois agressores, na madrugada de sábado para domingo, quando voltava para casa onde estava hospedado, nos arredores da Torre Eiffel. Havia um pequeno movimento de pessoas na rua, mas nem isso impediu a ação dos vândalos. O estudante brasileiro não sabe o que motivou o ataque, já que apenas seu relógio foi levado. Ele não descarta que o ataque tivesse razões xenofóbicas.

“Não sei se eles me abordaram para roubar, ou se foi só um ato de covardia mesmo. Eu fiquei indignado com o acontecido. Duvido muito que essa atitude tem sido motivada apenas por uma questão de roubo. Foi um vandalismo, até mesmo xenofobia, não sei ao certo”, disse o estudante em entrevista ao SRZD.

Durante o espancamento, o brasileiro foi chutado diversas vezes quando estava no chão e chegou a desmaiar. Quando recuperou os sentidos, tentou ir para casa, mas encontrou alguns policiais que o encaminharam a um hospital. Apesar do enorme susto, foram constatadas apenas uma fratura no nariz e algumas escoriações na cabeça.

Outro fato que causou espanto em Paulo Roberto foi a falta de policiamento no local. Bastante ferido e somente após caminhar por cerca de 15 minutos, os primeiro policiais foram avistados em uma patrulha.

Paulo Roberto, agora de volta ao Brasil e se recuperado bem do ataque sofrido, deixa um recado aos que acham que tudo são flores e encantos na capital francesa.

“Minha preocupação é com os brasileiros que vão a Paris achando que estão numa cidade tranqüila, quando na verdade o perigo acontece em qualquer lugar. Não importa se é Rio de Janeiro ou qualquer outra cidade. A diferença é o tipo de violência, mas ela está presente em todos os lugares”.

quinta-feira, março 27, 2008

Cervejinha de quinta-feira: dia 27 de março de 2008.

A cervejinha de hoje contou com as presenças do Jaburu, Paulo Petermann e seu amigo Vieira, Valter Toledo (Veizinho), Alex Fantini, Carlos César (Palito), Amaury, Alonso (Brigite), Tachinha e Ricardo Cruz (Grilo).
Estiveram por lá a Sílvia e Leslie, as duas senhoras que gostaram da nossa cantoria na semana retrasada.
Na mesa ao lado, como sempre, o flamenguista e ex da Borda do Campo, o Milton.
O Tachinha levou algumas folhas com letras de músicas e fizemos a nossa parte dando o nosso recado musical.
O Tachinha levou, também, um tabuleiro de xadrez e ele e o Veizinho jogaram umas dez partidas: o Tachinha venceu 7, o Veizinho 1 e houve 2 empates.

Canto Gregoriano

Leia abaixo a nota divulgada pelo jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, no caderno Cultura, desta quinta-feira, 27 de março de 2008, na coluna HIT, do jornalista Helvécio Carlos

Gregoriano pop

Os integrantes do Coral Gregoriano de Belo Horizonte, fundado pelo ex-padre Nereu de Castro Teixeira, não estão resistindo aos apelos do mundo pop. Depois do registro de seu repertório no CD Rorate, eles passaram a ser assediados para eventos cujos convites costumavam rejeitar. Em 5 de abril, vão embalar o casamento de Daniele e Derlani, na Igreja de São Vicente de Paulo. “Trata-se de música mais de oração, não pomposa”, costuma explicar o coordenador Altair de Almeida Costa, o Tachinha, de 60 anos, ao receber convites para se apresentar em casórios. Ex-seminarista, ele conta que os encontros semanais dos cantores, às quintas-feiras, no Restaurante Rococó, estão bombando.

P.S.: O tal encontro semanal é da turma do Enfrades - ex-seminaristas franciscanos e não dos cantores do coral. O Rococó é o da Av. Getúlio Vargas esquina de Rua Paraíba, na Savassi.

Artigo do frei Cristóvão: Marta e Maria.

Leia abaixo mais um artigo do Frei Cristóvão:


MARTA E MARIA; O EXTERIOR E O INTERIOR

“A grandeza e beleza de uma pessoa brota do seu eu interno, do que ela é por dentro” (FC)

Há muito tempo, venho me debruçando sobre a tópica “O Personalismo” seja na sua vertente cristã como na sua vertente marxista. Uma de caráter espiritual-religioso-humanista; já a outra de cunho materialista-humanista. Entre os expoentes desta escola antropológica, entre outros, destacamos Emmanuel Mounier, Berson, Sarte, Nietzche, Heidegger, Russel, Edith Stein, Levinas e H.Buber. Nos evangelhos temos os exemplos paradigmáticos de Marta e Maria . Mas não podemos esquecer a pessoa impactante de Saulo-Paulo. E, dentre todas, a pessoa do rabi e nabi da Galiléia, Jesus de Nazaré. Por hora, limitemo-nos às duas figuras femininas do evangelho de João: Marta e Maria (Jo11, 1-45 - O sétimo sinal).
Para nós cristãos-católicos, a própria experiência da vida vai-nos convencendo de que não se faz pastoral sem um embasamento mínimo de espiritualidade, de mística, de cultivo da presença-libertadora do Deus de Jesus de Nazaré em nossa própria vida. Ele, o símbolo por excelência de Deus. Para evitar mal-entendidos, julgamos por bem explicitar o que venha ser “símbolo”, isso na esteira da metalinguagem: o símbolo expressa algo que vai além de si mesmo; ele traz em seu bojo, no seu interior uma realidade que o ultrapassa e a qual ele tenta visualizar dentro das dimensões que nos são naturais como pessoa humana: tempo e espaço. Nossa corporeidade e nossa espiritualidade (Corpo-Alma - Soma-Psiquê).
Hoje, com o avanço das Ciências do Humano, temos que reconhecer que o ser humano, a pessoa humana, constitui um ser holístico numa conexão inter-relacional. Então temos: soma (corpo) “psique” (afetividade), e “vous” (espírito). A antropologia pós-moderna compreende o “Homo” como um complexo dinâmico interativo, um ser holístico. Essas três dimensões são constitutivas do ser humano; todas elas são importantes e devem receber o devido valor e cuidado. Na Pós-Modernidade falamos de “qualidade de vida”, do “direito a uma alimentação sustentável”, de “direitos humanos”, “ do exercício de uma cidadania ativa”, de “economia solidária”, de “ética e transparência na Política”, de “orçamento participativo”, de “audiências públicas”, de “políticas públicas”, e coisas mais.
Nisso tudo vamos deparar com o soma, com a psique e com o vous. Entre essas três dimensões interagentes há como que uma dialética includente no sentido que se sustentam mutuamente e se exigem reciprocamente. O desafio para cada um de nós vocacionados a nos tornar sempre mais Pessoa, é manter um equilíbrio dinâmico entre elas; harmonizá-las dinamicamente. A supervalorização do soma pode chegar ao materialismo crasso, quando então nos tornamos escravos de nossas pulsões vitais (Berson). O “Homo” se bestializa. A psique hipervalorizada, nos torna vítimas de nossos sentimentos, afetos e desejos. Caso não atendidos fechamo-nos sobre nós mesmos, curtindo ressentimentos, mágoas de um passado distante. O isolamento, a solidão, a fuga do convívio social são artifícios de uma vida que vai se definhando, tornando-se sempre mais amarga. Isso quando fulano não parte para a ignorância. Temos, então, a forra, a vingança.
O cultivo excessivo do “vous” nos torna vítimas de nossa auto-estima, do inchaço do nosso “eu”, tornamo-nos narcisistas, vaidosos, petulantes, orgulhosos.
Voltemos à Marta e Maria, à Pastoral e à Evangelização
A tradição nos transmitiu a figura de Marta como uma mulher ativa, extrovertida, , agitada, para não dizer autista. Aquela que se preocupou em arranjar a casa para bem acolher o Rabi amigo. Já Maria, uma personalidade mais serena, introvertida, contemplativa; aquela que “escolhera a melhor parte”, uma vez que preferira ficar aos pés de Jesus, embevecida com suas palavras. Fora ela quem ungira os pés de Jesus, e os enxugara com os seus cabelos...(Jo 12,3). A pergunta fica no ar: são palavras de Jesus ou reflexões interpoladas da Comunidade Joanina?
Já no episódio da “ressurreição”de Lázaro (Jo.11,43) reavivação de Lázaro, isto porque Lázaro voltou a morrer, de quando da chegada de Jesus, Maria ficou em casa; Marta correu ao encalço de Jesus , com ele estabelece um diálogo, reclamando de sua demorada ausência. Com isso deixando entrever que sua fé em Jesus dependesse mais de sua presença física junto ao irmão gravemente enfermo. A mesma atitude podemos supor de Maria. No texto segue a profissão de fé de Marta: “Sei, disse Marta, que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”(11,23). No texto temos a solene proclamação de Jesus: “EU sou a ressurreição, quem crer em mim, ainda que morra viverá(11,25). Marta deixa entrever sua força interior ao enfrentar e interpelar o mestre, mostrando que seu exterior tinha consistência e firmeza, isto é, interioridade.
Temos aqui as dimensões exterior-interior se completando numa circularidade dialética, dinâmica. Um não vai sem o outro; ambos se exigem. Assim podemos dizer que não há pastoral, muito menos evangelização, sem o cultivo de uma interioridade (Vous).
O específico da Pastoral é o zelo e cuidado das ovelhas, seja à noite no aprisco, seja durante o dia, ao relento, se alimentando. Já são ovelhas que pertencem ao rebanho (Igreja).
Já o que caracteriza o processo evangelizatório é o anúncio de uma boa-notícia, o projeto de vida proposto pelo Rabi da Galiléia, testemunhado por sua vida, ensinamentos, sua práxis, aos de fora, aos que desconhecem o Senhor e sua proposta de vida. A veracidade de seu testemunho (Paixão e Morte), é confirmada pelo Pai o ressuscitando de entre os mortos.
Para evitar o descompromisso com o projeto de Jesus (Intimismo – fuga da Realidade, contemplação sem ação), temos que ser também Martas, sem nos perder na agitação do ativismo oco e inconsistente. Temos que ser “contemplativos-ativos”. Dentro de uma Marta tem que ter uma Maria; como também dentro de uma Maria tem que ter uma Marta.
A fé sem obras, é uma fé morta. (Tg 2,17). As obras, por sua vez, brotam, se alimentam da fé. Temos que crer com o coração, com as mãos, com os pés. Numa palavra, com a vida!

Frei Cristóvão Pereira ofm,
Teixeira de Freitas, 16/03/2008.
freicristóvão@gmail.com
http://teologiapolitica.blogstop.com/

quarta-feira, março 26, 2008

Jogo do bicho: deu zebra e bronca

A "sugestã" anterior do Tachinha para que alguém tentasse jogar no bicho e dar 10% do prêmio para ele só deu zebra. Eu joguei e não ganhei nada e ainda recebi um e-mail de um tal de Carlos César (Palito) brandindo o Código de Processo Civil para cima "deu", só porque sou pequininho.
O tal Carlos César está fazendo aniversário hoje e, portanto, está intimado a brandir, ou melhor, brindar com umas e algumas cervejinhas lá na Savassi.
Io vivat, Palito sanitas... Muita saúde e paz com algumas dezenas de anos pela frente.

Ta X inha,

Que absurdo. Essa sua prática pode ser castigada conforme artigo 171 do CPC.
Tenha cuidado também com a "operação pára pedro" que a PM de vez em quando realiza para proteger os taxistas desavisados, vítimas de certas "raposas" que infestam o centro da cidade e a região do mercado central.

Confesse com o Frei Capeta, que certamente vai te impor uma penitência proporcional à sua maldade.

Saiba que eu me recuso a ganhar no bicho me aproveitando de uma fórmula originada no sofrimento de pobres cristãos que trabalham duramente enfrentando os perigos do volante e, às vezes, não "recebem" seu justo pagamento, entendeu né?

Sds.

Carlão ou Palito.

terça-feira, março 25, 2008

Palpite para o jogo do bicho

Aí vai o palpite do Tachinha para os brasileiros fazerem uma fezinha no famoso jogo do bicho: jogar na milhar/centena/dezena do número 5711.
A sugestão deste número surgiu a partir de agosto de 2006 quando o Tachinha e o Gilberto Zanoli (Rato - 56/58) estavam voltando de Alcobaça, cidade à beira mar, no sul do estado da Bahia, onde a Província de Santa Cruz, dos frades franciscanos de Minas Gerais e sul da Bahia, tem uma pousada.
O Tachinha e o Zanoli, após 3 dias na praia daquela cidade, chegaram em Belo Horizonte pela manhã e como o Tachinha mora no centro e como ele conhece a bronca - sem razão - dos motoristas que ficam horas na fila à espera de uma corrida bem longa, saiu da rodoviária e foi procurar um táxi fora da tal fila numa rua próxima, pois a corrida para o seu apartamento sairia, no máximo, em R$8,00 (oito reais).
Ao chegar perto do seu apartamento o Tachinha apresentou uma nota de R$50,00 para pagar a corrida e como o motorista não tinha troco, apesar de ter tentado em algumas lojas perto do Mercado Central, o Tachinha ficou sem pagar a tal corrida, mas anotou, no o nome do motorista, o telefone celular e o número da placa do carro e o endereço onde o táxi fazia ponto - Rua da Bahia perto do Maleta, entre as ruas da Bahia e av. Álvares Cabral (endereço muito conhecido aqui no centro de Belo Horizonte).
Ontem, dia 24 de março, 19 meses após esta dívida e depois do ensaio do Coral Gregoriano de Belo Horizonte o Tachinha - após várias vezes ter tentado localizar o tal táxi, passou pelo tal endereço e localizou o "táxi credor" e, para decepção do motorista, estava sem os R$10,00 (dez "reaus") para liquidar tal dívida, mas combinou com o motorista credor para ele não se desesperar porque o pagamento da tal dívida está próximo.
Para quem não sabe, o número 11 (dezena do final da placa do táxi GTI 5711, o nome do motorista é Eliseu) refere-se ao BURRO (número 3 e que multiplicado por 4, (são 25 animais (bichos) - 25 x 4 = 100) corresponde às dezenas descendentes 12, 11, 10 e 09).
Quem jogar nesta dica: 5711 e ganhar alguns trocados e quiser pagar o dízimo (10%) para o Tachinha, ele ficará agradecido.
Quem quiser tentar o número 5034, pode tentar pois houve, há mais de 20 anos, um fato, mais ou menos parecido, quando o Tachinha andando pela rua viu um pequeno acidente com uma pessoa e pegou um táxi para levar a tal pessoa para o Pronto Socorro e no começo ele avisou o motorista que estava sem dinheiro e que um dia pagaria a corrida. Naquela época não havia celular e ele guardou apenas o número da placa CA 5034 e depois uns dois anos ele encontrou com o motorista e o táxi na rua para acertar a dívida mas o motorista não quis receber.
Boa sorte!

segunda-feira, março 24, 2008

Artigo do Rosário: Jesus, o Cristo.

Leia abaixo o último artigo enviado pelo Rosário.
O Rosário já havia enviado outros artigos, anteriormente, mas houve o "desastre ecológico-computacional" e perdi todas as mensagens que estavam no meu computador e entre eles alguns artigos do Rosário.


Paz plena....
Irmãos e companheiros do ENFRADES, que a PAZ habite o coração de cada um e que todos tenham a mente livre para ir em busca da Verdade que liberta.
Temos que falar e divulgar aquilo que sabemos e não podemos ser omissos, pois Deus confiou e confia em todos nós.
E temos que lembrar sempre do ditado popular: "Faça a sua parte, que Deus o ajudará".
Só podemos nos libertar dos princípios não verdadeiros, mas ensinados como se o fossem, quando buscamos o entendimento e a compreensão de tudo o que já aconteceu e acontece na história da humanidade.

Não podemos esquecer, que no Apocalipse 13, 18 está escrito: "Aqui é preciso muito discernimento! Quem é inteligente calcule o número da Besta, pois é um número de homem; seu número é 666". Esse versículo já fez muita gente tremer de medo no passado e ainda o faz no presente.

Eis o artigo na íntegra:

195 - Jesus, o Cristo - publicado em 21/03/2008.

Parabéns ao teólogo Leonardo Boff pelo artigo: "A crise do Filho do Homem" (Opinião 14/3), onde comenta sobre a vida e a missão de Jesus de Nazaré há dois mil anos. O teólogo Boff, após ter sido envolvido pela falsidade do projeto do PT, parece que voltou a ser um verdadeiro teólogo ou profeta da Teologia da Libertação.

Realmente só podemos falar o que sabemos e testemunhar o que vimos (João 3,11) e pelo conhecimento da verdade iremos conquistando a nossa liberdade até de pensar (João 8,32).

Jesus veio nos ensinar o caminho do nosso aperfeiçoamento por meio do perdão, do amor e do servir. Seus discípulos e seguidores não entenderam o drama vivido pelo mestre Jesus em função da perseguição implacável do poder religioso, que envolveu e até enganou o poder político para que este o condenasse a morte na cruz como um revolucionário e inimigo de César em Roma e assim complicaram tudo.

Os autores dos Evangelhos até escreveram que a prisão, o julgamento, a flagelação e crucificação de Jesus foram atos da vontade de Deus, que é perfeito em tudo e ama a todos. E assim Deus foi considerado como um implacável tirano humano.

Depois os cristãos nos primeiros séculos seguintes transformaram Jesus em Deus e o labirinto da confusão teológica se completou.

Só no século XIX foi que surgiu entre nós um discípulo de Jesus, que conseguiu desvendar o labirinto e nos mostrou a beleza dos ensinamentos de Jesus, como também permitiu a compreensão esotérica da Teologia da Libertação no século XX, que, por sua vez, pôde explicar o grande erro da teologia de sangue e que a Bíblia não é a palavra de Deus, mas a lenta e constante revelação da verdade pela espiritualidade, que também vai se evoluindo com o caminhar da história.

Agora já estamos em condições de entender que o projeto de Jesus está se realizando no decorrer da história, ao invés de ser no termo da mesma, pois a vida não terá fim.

Sem a aceitação da verdade da reencarnação fica impossível entender a vida e a própria história da humanidade, onde tudo está em uma eterna evolução com o aperfeiçoamento de todos.

Rosário Américo de Resende, ex-professor da UFMG.
Belo Horizonte, 17/03/2008.