sábado, dezembro 15, 2007

Baixar músicas

Para quem gosta de baixar músicas na Internet aí vai um endereço com 1.000 músicas:
http://catalisando.com/infoetc/636-lista.htm
São 1.000 músicas que um cara - não sei quem - escolheu como as melhores das décadas de 70 e 80.
Para salvá-las você deve clicar com o lado direito do mouse sobre a música e em "Salvar destino como..." você escolhe a pasta para salvá-las e acrescenta .mp3 (ponto mp3) no final do nome da música pois o cara colocou na Internet e para "despistar" ele colocou os arquivos como .jpg

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Cervejinha de quinta-feira: 13 de dezembro de 2007.

Estiveram presentes na cervejinha desta quinta-feira: Jaburu, Alex Fantini, Afrânio Cheib, Paulo Petermann, Tito Guilherme (Coruja/Maquita), Valjean (Canela), Aloísio Tirado (Jaó), Marcelo Brandão, Carlos Augusto (Coelhinho), Tachinha e Gilberto Zanoli (Rato).

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Churrasco e jantar

Estamos combinando um churrasco e um jantar de confraternização de final de ano com os amigos do Enfrades.
O churrasco será no dia 22 de dezembro, sábado, às 15 horas, no Seminário lá em Betim e o jantar deve ser em Belo Horizonte numa data ainda não definida, possivelmente no restaurante do Minas I.
O churrasco deve ficar numa faixa de R$25,00 por pessoa e o jantar, com tudo incluído: cerveja e refrigerante, deve ficar em R$32,00.
Mande um e-mail para o Tachinha: enfrades@yahoo.com.br ou entre em contato ele para saber mais detalhes e informar sobre a sua participação em algum destes eventos.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Nova maneira de dizer

Leia abaixo uma lista de novas e mais educadas maneiras de dizer alguns ditados ou frases usadas no dia-a-dia.

Prosopopéia flácida para acalentar bovinos
(Conversa mole pra boi dormir)

Colóquio sonolento para gado bovino repousar
(história pra boi dormir)

Romper a face
(Quebrar a cara)

Creditar o primata
(Pagar o mico)

Inflar o volume da bolsa escrotal
(Encher o saco)

Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de alguém
(Dar um pé na bunda)

Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de acampamento
(Chutar o pau da barraca)

Deglutir o batráquio
(Engolir o sapo)

Colocar o prolongamento caudal em meio aos membros inferiores
(Meter o rabo entre as pernas)

Derrubar com intenções mortais
(Cair matando)

Aplicar a contravenção do Sr. João, deficiente físico de um dos membros superiores
(Dar uma de João sem braço)

Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira
(Nem a pau)

Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais
(Nem que a vaca tussa)

Sequer considerar a utilização de instrumentos metálicos derivados do ferro
(Nem ferrando)

Derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente
(Chutar o balde)

Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica
(Tirar o cavalinho da chuva)

terça-feira, dezembro 11, 2007

Falecimentos

Faleceram ontem: em Belo Horizonte: Reinaldo Rocha Pinto, irmão do José Derval (42/46) e em Divinópolis: Lucy Zanoli, irmã do Gilberto Zanoli (Rato - 56/58).
O Jaburu e o Tachinha foram ao velório do irmão do José Derval.
Nosso abraço aos amigos e que Deus os conforte neste momento de tristeza e dor.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Mercado Central

Leia abaixo a resposta de um e-mail que o Tachinha mandou para o Mercado Central criticando a entrada de uma loja da Ricardo Eletro no lugar onde funciona um armazém no estilo antigo, com balcão para atender os fregueses.
Para quem não sabe o Mercado Central é um dos pontos turísticos mais visitados por turistas que vêm a Belo Horizonte e a entrada de tal loja de eletrodomésticos irá descaracterizar bastante o tipo de lojas do mercado e o medo é que depois outras lojas do gênero ou outro tipo de comércio comecem a se instalar no mercado: Ponto Frio, Casas Bahia, Magazine Luiza, Tim, Oi, Claro e outras e, então...adeus Mercado.
Quem quiser conhecer o mercado pela Internet é só visitar a página: www.mercadocentral.com.br A página, inclusive, tem uma rádio com música popular brasileira.
O Mercado Central é o quintal do Tachinha e tem alguns "despeitados" dizendo que ele mora na zona (central...é claro).
Como enviei a reclamação na própria página do Mercado eu não gravei o teor da mensagem, mas a resposta foi esta.

Subject: Resposta email Mercado Central

Sr.(a) infelizmente a diretoria não tem autonomia sobre a definição do ramo de atividade, isso compete ao nosso conselho que aprovou previamente a instalação do Ricardo Eletro.
Algumas lojas modernizam o mercado de acordo com o tempo (drogaria Araujo tem mais de 100 anos e alguns caracterizam que ela descaracteriza) os tempos mudam e as atividades também, se adaptando aos novos tempos. A diretoria se preocupa com essas mudanças, porém, que o associado é proprietário tendo certa liberdade de comercialização. O Sr Olímpio, proprietário do Supermercado tem 90 anos e está aqui desde 1932 quando veio para Belo Horizonte como carroceiro. Infelizmente ele não deixou sucessores, os seus filhos tem mais de 60 anos e já estão aposentados, não restando a ele outra alternativa a não ser repassar o ponto.
A diretoria sente muito essa mudança, porém não conseguimos outro supermercado para se instalar no local pois o espaço do mesmo é muito pequeno para os modelos de supermercados de hoje. A modernidade fez sucumbir este modelo tipo armazém. O custo do aluguel e da manutenção desta atividade são inviáveis e os proprietários tem que cumprir os compromissos que ficaram durante muitos anos com baixa lucratividade, sendo que a melhor proposta para eles foi a do Ricardo Eletro que cumpriu todas as exigências fazendo um contrato todo na forma mas correta, inclusive no que tange ao pagamentos dos impostos que ocasionaram com essa transferência.
Na década 70 tivemos a maior descaracterização que foi ocasionada pelo surgimento da Ceasa, dos sacolões e supermercados, praticamente extinguindo o ramo de hortifrutigrangeiros no mercado. Nem por isso o mercado deixou de ser o Mercado Central e hoje mesmo assim somos um ponto de referência em Belo Horizonte , culturalmente e turisticamente.
O Mercado Central é uma instituição privada desde 1964 e soubemos muito bem construir e renovar um espaço que a prefeitura não conseguiu e resolveu privatizar. Agora aos seus 90 anos, doente e precisando fazer recursos para se prover, o Sr Olímpio e seu Irmão Olinto, tomaram essa decisão que foi um trauma para suas vidas, mas inevitável. Seria muito injusto se depois de estar aqui a 75 anos eles não pudessem fazer o que acham melhor neste momento da vida para poderem descansar com os recursos proveniente do imóvel que lhes resta.
Nem por bastar a diretoria pede a todas essas pessoas que amam o mercado que nos ajudem, pois não conseguimos ninguém para ocupar tão importante espaço nas característica que todos nós desejamos e que atendam as necessidades do Sr Olimpio e seus familiares. Quem sabe pode surgir uma boa idéia sem demagogias?
Lembramos que o contrato com o Ricardo eletro está assinado e pago, qualquer alteração no destino desta negociação ocasionará reflexos financeiros que tem que ser avaliados. Então a sua forma de manifestação pode atrapalhar os comerciantes que não tem nada haver com esta negociação e se gostas realmente deste local tenho certeza que fará forma de ajudar e não de piorar algo que já nos deixou profundamente infelizes.
Lembramos que esse fato é isolado e que com certeza não virão outras lojas do ramo concorrente. Esperamos que mais esta nova etapa seja vencida pelos comerciantes que lutam pelo destino de seus comércios para que o mercado continue sendo a casa do povo de Belo Horizonte.
Muito obrigado por gostar do Mercado Central.

Macoud R Patrocínio

Diretor Presidente

Artigo sobre Dom Caprio

Leia abaixo um artigo enviado pelo Frei Oton, que está estudando em Roma, sobre o bispo que está fazendo greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco e contra a obrigatoriedade que o PT tem de pagar a ajuda de campanha recebida das grandes construtoras.


Sobre a Santidade do tempo presente – resposta

Há pessoas que dizem que Dom Cappio é "louco", outras que ele é santo. Acho que ele é “louco", pois, somente os "loucos" são capazes de desafiar a si mesmos para fazer valer o seu testemunho. Somente os "loucos" querem dar sentido às suas palavras e sermões, pois, do contrário ficariam vazias. São os "loucos" que abraçam tudo num eterno abandono de si mesmos.
Os santos são, na verdade, os "loucos" que já estão canonizados em nossos altares. É a loucura da cruz!
No Brasil vejo a Igreja se manifestar de forma passiva ou, para alguns muitos - digo poucos - de forma quase neutra. Pergunto-me o que será que falta, qual é o empurrão para que possamos dar verdadeiramente o testemunho evangélico? Será que minha mente concorda com a mente de Cristo? Será que meu coração comunga dos mesmos desejos do coração de Cristo?
Acho que a resposta vem quando não pluralizamos os problemas, ou seja, quando somos capazes de assumir as coisas e tomar partido.
Digo mais uma vez que não é somente os ribeirinhos e outros povos que do Rio vivem que sairão perdendo; não somos apenas nós que perderemos com a transposição do Rio. Mas há todo um ecossistema que lá vive e que não pode ser perdido.
Ainda somos muito antropocêntricos e lamento cantarmos tão pouco o Cântico das Criaturas que um dia São Francisco compôs nas pautas de sua própria vida.

* Meu bom amigo e companheiro de sonhos, você diz algo que me fez mexer na cadeira enquanto lia, ao tocar na essência da vida cristã, chamada à santidade e plenitude de vida.
Muito falamos hoje de compromissos éticos e, sem dúvida, a ordem do dia aplaudirá quem disser disso, da ecologia e da espiritualidade. Mas para os amantes dos passos do Deus-Homem de Belém, o compromisso ético é ainda pouco: somos chamados à santificar nossas vidas, relações e ambientes; distribuir o sorriso de Deus a tantos que não pode mais sorrir.
Isso nada tem a ver com abstrações metafísicas, mas seguindo a lógica judaica, tem a ver muito mais com o concreto dos sentidos: comer, beber, cheirar, ouvir, tocar. “O Reino é como árvore onde os pássaros poderão habitar e como fermento no que se irá comer”(Mt 13, 33).
Pobres de nós, tendo à frente um sonho tão belo e nos bater à face a realidade sofrida da contradição.
Talvez tenhamos medo, talvez sejamos ignorantes demais para percebermos os passos do Criador a passear por seu jardim (cf. Gn 3,8), talvez não consigamos – sei lá por quê – perceber os sinais de santidade que nos batem à porta.
Você lembra bem o paralelo entre santidade e loucura. A lista seria imensa se passássemos a história encontrando homens e mulheres santos e loucos, não só na sacristia cristã: basta lembrar do chamado de uma nação inteira a rechaçar seus invasores pela força da não–violência na Índia no período entre guerras; ou ainda voltar o olhar à Assis medieval para recordarmos da loucura do filho do comerciante que se via feliz por morar entre leprosos e mendigos de rua.
Faço um alerta: nada deve nos conduzir a uma religiosidade de macerações, sacrifícios desumanos, como se isso agradasse ao Bom Deus, ou para aplacar a sua ira, como muito já se fez (e se faz). Santidade certamente não é isto, mas testemunho do evangelho entre as pessoas que se encontra no caminho.
Em comum, santos e loucos têm o fato de serem anormais: vêem (ou não vêem) o mundo com os olhos que os demais não são capazes. Diante desse olhar, comportam-se de maneira estranha, causando galhofa ou de piedade em quem os vê.
Ao contrário dos loucos, os santos fazem suas opções em lucidez, mas na extrema coragem de vender um terreno inteiro para comprar a pérola encontrada, ou darão festa por causa de uma única moeda (Mt 13, 31; Lc 15, 6).
Reconhecer os santos e santas à nossa volta não tem sido fácil, uma vez que não basta – pode ser um começo – estar ajoelhados nas igrejas, jejuar duas vezes por semana ou pagar o dízimo de todos os seus haveres (cf. Lc 18, 12). Ser santos e santas é ainda mais complicado.
O que seriam exemplos de atitudes concretas desse testemunho evangélico em nosso tempo? Usar as armas de jejum e oração para vencer impérios grandiosos de interesses monetários, uma vez que certas coisas só podem ser vencidas desse modo (cf. Mt 17,20)?
No caso que temos acompanhado, não se trata somente de um rio, mas também de suas margens, e quantos que nela construíram a vida.
Quero dizer que nosso irmão bispo seja um santo? Não nos cabe tal afirmação, mas se há um paralelo entre santidade e loucura, digo:
Jejuar e rezar por um rio e os de suas margens é grande testemunho profético-evangélico: grande loucura.