sexta-feira, outubro 19, 2007

Cervejinha de quinta-feira: 18 de outubro

Estiveram na cervejinha nesta quinta-feira: Jaburu, Vicente Morais (Pinga), Paulo Petermann (Paulo Ébrio), Eustáquio Tadeu (Siri), Tachinha, Carlos César (Palito), Carlos Augusto (Coelhinho), Aloísio Tirado (Jaó), Alex Fantini, Antônio Vansconcelos (Bolão), Quinho (filho do João Marques - Cri). Depois de algum tempo sumidos apareceram o Rosemiro (Turco) e Márcio Américo (Jerwázio) e sua noiva Alessandra.
Apareceu por lá, também, o José Cordeiro, ex-seminarista redentorista e amigo do Jaburu.
Na mesa ao lado estava de volta o Milton, ex-seminarista do Verbo Divino.
Hoje apareceu, também, depois de muito tempo sumida, uma santa e bendita chuva, acompanhada de relâmpagos e trovões. Já era tempo dela dar as caras ou as águas.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Artigo do Frei Cristóvão: Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Leia abaixo mais um artigo enviado pelo Frei Cristóvão:

FÓRUM MUNDIAL DE TEOLOGIA E LIBERTAÇÃO


Uma Nova Teologia para um Novo Mundo que vai surgindo

Os encontros dos Foros Mundiais de Teologia e Libertação tiveram sua inspiração inicial a partir da experiência dos Foros Sociais Mundiais. Se um outro mundo não é somente possível, como inexoravelmente necessário, uma nova Teologia vai se impondo, como reflexão religioso-evangélica sobre esse fato histórico também é imperativo. Os novos “Sinais dos Tempos” implicam numa necessária resposta teológica sobre seus apelos. Os Foros Sociais são eventos mundiais com o seu vasto acervo enquanto partilha de conhecimento e de experiências alternativas na busca de um novo paradigma civilizacional.

Uma nova e diferente maneira de se autoconceber como “Homo” (Antropogênese); uma alternância no conceber e no se relacionar com a Natureza, com a Terra, com o Planeta e o Universo (Holismo – Cosmogênese), evocam, conseqüentemente, uma nova postura religioso-teológica (teologênese).

Ora, isso se tornou realidade a partir do terceiro Fórum Social Mundial (Porto Alegre – 2005). As conferências e painéis do primeiro Foro Teológico foram compilados na obra “Teologia para outro mundo possível, Luiz Carlos Susin (Org.), São Paulo, SP, Paulinas:(2006)”.
Diante das possibilidades reais de um outro mundo possível (Desenvolvimento Sustentável); diante das ameaças que põem em risco a própria sobrevivência do Planeta Terra (As mudanças Climáticas como conseqüência do modelo econômico neoliberal), esse novo mundo vai-se tornando, eticamente, necessário .

Com isso uma nova leitura de nossas imagens de Deus, de nossas práticas religiosas, de nossas formas de teologia, precisa ser superadas. A busca dessas novas imagens, dessas novas práticas constitui o específico de uma reflexão teológica contextualizada, engajada e comprometida com a vida, com a sorte e felicidade de todos nós e da própria sobrevivência do planeta Terra.

Isso, não obstante, a tentativa por parte de setores da Cúria Romana de cecear os avanços conquistados com o Concílio Vaticano II. Veja o mal-estar provocado no interno da Igreja Católica com a notificação que a Cúria Romana fez à pessoa e às reflexões teológicas de Jon Sobrino na antevéspera da V Conferência Espiscopal Latino e Caribe (CELAM - (Aparecida – maio/2007)). Mais uma investida apologética, oficial e canônica da Cúria Romana contra os avanços positivos do Concílio Vaticano II, dos quais a Teologia da Libertação é um colorário e não causa. E isso pouco antes da Conferência de Aparecida. O que não deixa de ser sintomático!

Os Foros Teológicos se realizam uma semana antes dos Foros Sociais, debruçando-se sobre os eixos centrais que norteiam o Foro Social do ano vigente. A conjunção de diversas e diferentes entidades deu origem ao fórum mundial para uma teologia de libertação mundial: a Rede Latino-Americana AMERÍNDIA, a Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo (ASETT/Eawot), a Sociedade de Teologia e Ciência da Religião (Soter) do Brasil, o Centro Ecumênico de Serviço à Evangelização e Educação(Cesep), o Centro de Pastoral da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o Centro Ecumênico de Evangelização, Capacitação e Assessoria (Ceca), a Escola Superior de Teologia (EST), e o Instituto Humanitas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Quais são, mais diretamente falando,os objetivos do projeto da criação do Foro Teológico Mundial?

1.Mútuo conhecimento e diálogo entre teólogos e teólogas cristãos de distintas regiões do planeta. Além dos contextos e teologias contextuais vai-se impondo a necessidade de inserção num contexto globalizado e interconectado por uma rede mundial.

2. Criar um espaço que possibilite contatos e relações entre experiências e reflexões teológicas libertadoras, presentes nos diversos continentes, nos mais variados movimentos sociais e eclesiais.

3. Dar razão de nossa esperança ativa como teólogos e teólogas cristãos num mundo de pluralismo e de possibilidades tanto de diálogo e cooperação como de fundamentalismo e violência entre religiões. (Cfr. Susin, Luiz Carlos, Introdução, Teologia para Outro Mundo Possível, Paulinas, .Paulo, SP: 2006:9ss.)

O II Foro teológico para uma teologia da libertação global aconteceu em Mumbai (Índia – 2006); o III, em Nairobe (África 2007). O IV está previsto para janeiro de 2009 (Belém – Pará).

Uma articulação dos Movimentos Sociais ao nível mundial não deixa de ser um “Sinal dos Tempos” promissor e rico de esperanças de um mundo mais humano e fraterno. Os Foros Teológicos Mundiais buscam explicitar os fundamentos ético-religiosos desse novo mundo: as bases comuns para uma casa única e igual para todos.

Frei Cristóvão Pereira ofm.
freicristovao@gmail.com
Convento S.Francisco das Chagas, Belo Horizonte, 10/10/2007

terça-feira, outubro 16, 2007

Falecimento de Heloísa Venutto.

O David Venutto (Tampinha - 52/54) que está morando em Ervália, interior de Minas Gerais, telefonou hoje para o Tachinha informando o falecimento de sua esposa Heloísa, vítima de um enfarte.
Os que quiserem ligar para o Tampinha o telefone dele é: 554-1629
Para fugir um pouco dos espertalhões, está faltando o primeiro número que a maioria sabe qual é que tem que ser colocado antes e o DDD.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Notícias do José Roberto (Pileco)

Segue abaixo o e-mail enviado pelo José Roberto Manuel (Pileco - 62) que está trabalhando na Guiné Equatorial. Ele participou dos nossos dois últimos encontros em Santos Dumont.

Prezados amigos e familiares.

Como podem ter percebido ficamos algum tempo ausentes da internet e provavelmente vamos continuar ainda por algum bom período. O motivo é que já estamos desde o dia 24 de setembro na cidade de Añisok, na Guiné Equatorial, na Provincia de Wele Nzas onde será contruída a estrada que vai ligar a futura cidade de Oyala ao principal porto do país em Bata.
O primeiro embarque marítimo da empresa chegou ao porto de Bata nesta última quarta-feira e os equipamentos estão sendo desembarcados exatamente neste momento. Neste desembarque estão as instalações dos acampamentos da empresa, assim como parte das máquinas e veículos para a obra, além é claro das antenas e equipamentos de comunicações que assim que forem instalados, esperamos que as nossas comunicações possam ser reestabelecidas com regularidade.
Sentimos muita falta de todos, e principalmente do intercâmbio de notícias e mensagens que já estávamos acostumados a trocar, porém estamos com saúde e trabalhando muito e ao mesmo tempo aprendendo muitas coisas que com certeza serão de grande utilidade no futuro, o Fred manda um abraço para todos e eu de minha parte desejo a todos muito sucesso, paz e muita saúde.
Esperamos estar conectados em breve, um grande abraço a todos.
José Roberto Manuel.

domingo, outubro 14, 2007

Encontro ex-seminaristas da Borda

Estive neste final de semana - sexta e sábado - no 22º encontro dos ex-seminaristas do Instituto Missionário São Miguel, da Sociedade do Verbo Divino. O seminário é mais conhecido como Seminário da Borda do Campo. Borda do Campo foi o primeiro lugarejo que originou a cidade de Barbacena. O seminário fica na cidade de Antônio Carlos, perto de Barbacena.
Já na rodoviária de Belo Horizonte já desconfiei, pela cara (meio cara de padre), de que um dos passageiros estava indo para a Borda e não é que estava mesmo e que a poltrona dele era ao lado da minha. O nome dele é Aloísio e estava chegando de ônibus de Vitória onde é médico e professor da Universidade Federal de Vitória e onde tem o hobby de criar orquídeas. Ele tem doutorado em doenças tropicais e, portanto, pode ser chamado de doutor.
Chegamos a Borda ainda a tempo de pegar o almoço da sexta-feira. Depois do almoço e de uma cochilada fui me encontrar com a turma e lá estava o Milton, companheiro das nossas cervejinha de quinta-feira, e com o Gabriel Valle. O Gabriel foi missionário em Bali nas décadas de 50 e 60 e deu uma ótima palestra para nós lá em Santos Dumont. Sempre falava muito bem do nosso encontro com quem encontrava ao me apresentar.
Encontrei-me, também, com o Paulo Martins, antigo colega de trabalho quando trabalhei no INPS em Ouro Preto de 1969 a 1971.
Á tarde houve a Missa de Nossa Senhora Aparecida na bonita capela do seminário.
Após o jantar houve uma palestra sobre impostos e taxas e o lançamento de livro
"Inteligência Alimentar" de autoria do Evandro, da última turma que estudou na Borda.
Veja informações sobre o livro dele na página: http://www.inteligenciaalimentar.com.br/
Após a sessão no salão de teatro houve o bate-papo no salão de entrada onde funciona uma lanchonete com a tradicional cervejinha até lá por uma hora da matina.
No sábado, após o café da manhã, a turma fez uma caminhada ecológica até uma cachoeira nas redondezas (uma hora de ida e uma hora de volta). No meio do caminho havia um desafio para alguns/algumas medrosos que tinha que passar por uma pinguela, só que alguns resolveram passar por dentro da água mesmo.
Como não fui preparado só pude entrar na cachoeira para molhar os pés. Foi um bom passeio.
Na Borda, como no Caraça, vi pela primeira vez muito jacu. Jacu, para quem não sabe, apesar de que, possivelmente, já tenha sido chamado de jacu, é uma ave quase do tamanho de uma galinha só que "avua".
A Borda funciona hoje com local para retiros e encontros religiosos e tem capacidade para hospedar umas 400 pessoas.
Como tem uma grande capacidade de hospedagem, muitos dos ex-seminaristas levam as famílias.
No sábado após a caminhada houve um churrasco no salão da cantina e como estava esperando uma carona do Sucuri para Juiz de Fora e ele não ia esperar o churrasco só pude molhar a goela com umas cervejinhas para a despedida.
Foi um passeio muito alegre, mas que fica a dever aos encontros do Enfrades.
A minha próxima excursão a encontros de ex será em janeiro no encontro dos ex-seminaristas franciscanos da Província da Imaculada, em Agudos, em São Paulo.
Escrevi esta postagem aqui pertinho do Rio de Janeiro, ou melhor, em Juiz de Fora.