quarta-feira, novembro 22, 2006

Acidente de um português.

Leia abaixo a transcrição de um acidente de um português enviada pelo Arutana Cobério Terena (Careca).

Seguro de Acidente do trabalho em Portugal
Esta história - é verdadeira, estando registrada no Tribunal do Condado De Cascais em Portugal e registrada na Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor em Lisboa.Simplesmente fantástica.
A TRAGÉDIA
Esta é a explicação de um operário português ao PROCON de Cascais, que estava tendo dificuldade em receber de sua companhia seguradora, o Ressarcimentodas suas despesas médicas com o acidente que sofrera.A companhia seguradora estranhou a forma como ocorreu o acidente.O assunto acabou parando nos tribunais da Comarca de Cascais, em Portugal,estando lá registrada a reclamação do operário.É Um caso verídico, sendo de amplo conhecimento graças à divulgação datranscrição feita pela seguradora.
TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE CASCAIS
Exmos. SenhoresEm resposta ao gentil pedido de informações adicionais, esclareço O que se segue.
No quesito 3 da comunicação do sinistro mencionei "tentando fazer o trabalho sozinho" como causa do meu acidente.Em vossa carta V.Sas. pedem-me uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero que sejam suficientes os seguintes detalhes:Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhari sozinho no telhado de um prédio de 6 (seis) andares.Ao terminari meu trabalho verifiquei que tinham sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de os levar à mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi colocá-los dentro de um barril, e com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-lo até o térreo.Desci ao térreo e atei o barril com uma corda. Subi para o sexto andari de onde puxei o dito cujo para cima,colocando os tijolos no seu interior.Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250 kg) descessem lentamente (note-se que no quesito onze informei que meu peso oscila em torno de 80kg.)Surpreendentemente, porém, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largari a corda. Acho desnecessário dizeri que fui içado do chão a grande velocidade.
Nas proximidades do terceiro andari, dei de cara com o barril que vinha a desceiri.Ficam pois, explicadas as fraturas do crânio e das clavículas.Continuei a subiri a uma velocidade um pouco menor somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana.Felizmente, nesse momento já recuperara minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda..Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, o que partiu seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25kg (novamente refiro-me ao meu peso indicado no quesito onze: 80 kg).Como podem imaginari, comecei a cairi vertiginosamente e próximo ao terceiro andairi quem encontrei? O barril que vinha a subiri. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos, as lacerações das pernas, o que é lamentável.Por outro lado, esta colisão reduziu a velocidade de minha descida, o que veio minimizar meus sofrimentos quando cai em cima dos tijolos.Felizmente só fraturei três vértebras. Lamento informar, no entanto, que quando me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantari, e vendo o barril acima de mim, apavoirado, larguei a corda. O barril que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, partindo-me as pernas. Espero ter fornecido as informações complementares solicitadas.
Esclareço outrossim que este relatório foi escrito pela minha enfermeira, pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana.