sexta-feira, dezembro 16, 2005

Cervejinha de quinta-feira

A cervejinha de ontem estava bem concorrida. Estiveram por lá o Helvécio (Jaburu), Aloísio (Jaó), Carlos Augusto (Coelhinho), Júlio Cézar, Frei Cristóvão, Geraldo Magela (Serrote), Tachinha, Alex Fantini, Renê, José Lembi, Adeir, Quinho e Vinicius - filhos do João Marques (Cri).

Texto do Frei Cristóvão: Simbologia do Natal.

Simbologia do Natal

“Mil vezes nascesse Cristo em Belém e não em ti: ficarias perdido eternamente”.
(Angelus Silesius).

Poderíamos tomar como título de nossa reflexão algo de mais contundente, direto e existencial: É NATAL DE NOVO”! E, então, a gente fica pensando:” puxa, o fim do ano está aí, o Natal já se aproxima! Ou, então, perguntar: “Mudou o Natal ou mudei eu ?”( Assis, Machado de, Rio de Janeiro:Ed.Ouro, 1996:83). Assim, como tal, interrogo-me pelo o quê de “novo” o Natal me propõe e convida. De novo, no sentido de renovação interior, de crescimento enquanto gente, pessoa, cristão, de amadurecimento humano, de sabedoria existencial, de busca do essencial, de um referencial básico, de um balizamento que sustente minha vida, meu ser enquanto homem, mulher, de esposo e de esposa, de pai e de mãe, de cidadão brasileiro, de democrata que gostaria de ser, de cristão afinal. No intúito de lançar um pouco de luz sobre este desafio permanente que dá sentido ao nosso ser e viver, vamos trabalhar com os símbolos riquíssimos do Advento, do Natal, com seu conteúdo e mensagem programáticos e incentivadores de uma mística, de uma espiritualidade, de uma filosofia de vida, , de um modo de ser e viver, de uma sabença que vale mais do que o ouro ou qualquer outra pedra preciosa, (Mt,13,45-46); isso porque ultrapassam os limites do espaço e do tempo, os horizontes do ter, da quantidade e nos lançam em direção do SER, da Transcendência da Eternidade, da plenitude da VIDA, da qualidade, (estamos mais habituados em falar “VIDA ETERNA, o que não passa de uma redundância, de um pleonasmo! A Vida, de per si, é eterna!.
Para refrescar a memória relembramos que “símbolo”, vem do grego, na sua composição semântica de “syn” e “bólos”. “Syn” significa junto, com, ao mesmo tempo, preenchendo a idéia de simultaneidade, de reunião; já “bólos”, vem de “ballein”, faz pensar em pôr, colocar, lançar, jogar, ferir, tocar, deitar. No símbolo, na linguagem simbólica, o todo, o conjunto contém um sentido, uma mensagem que vai além de seus componentes físicos, materiais captados pelos nossos sentidos. Eles nos lançam para o além, para o que está por de trás das coisas e dos acontecimentos. A linguística fala de metalinguagem. Daí a importância que hoje vai adquirindo a hermenêutica simbólico-histórica em contraposição, sem negá-las, evidentemente, a hermenêutica tradicional, de cunho mais racionalista; oriunda dos “novos sujeitos sociais” (o povo, os índios, as mulheres, os negros, os excluídos), característica ao Terceiro Mundo, mais especificamente, à América Latina, Caribe e à África.)
Resumindo: “hermenêutica” quer dizer interpretação e contextualização do texto; já exegese vem a ser o estudo científico do texto em si mesmo.. Sem mais delonga, vamos aos referidos símbolos.
ÁRVORE: símbolo de vida, de crescimento, de sombra, proteção; o cipreste, em particular, (vejam os cemitérios dos romanos - o cipreste tem vida longa, ultrapassando 100 anos), de eternidade;
O VERDE: esperança, repouso, paz, serenidade;
A COROA: plenitude, totalidade,
globalidade, perfeição, “A” e “Z”, Alfa e Ômega, princípio e fim, eternidade;
ESTRELA: guia, norte, direção, projeto, bandeira, sonho, utopia;
CÍRIO - VELA: luz, claridade, diafaneza, diamanticidade, transparência, brilho,, doação silenciosa e discreta, o clarão da Verdade, da Honestidade de ser e de vida, sinceridade de intenção; a razão de ser da vela vai além do enfeitar: é iluminar ao se consumir.
FITA VERMELHA: (envolvendo a coroa): amor, entrega, suor, sangue, martírio, doação consciente, oblação, sofrimento libertador;
MANJEDOURA:( do italiano ”mangiare”), lugar onde os animais, o boi, o burro comem. Foi aí que a virgem puerpera reclinou o infante recém-nascido. Símbolo de pobreza, simplicidade de vida, despojamento, austeridade existencial, limitada ao necessário, liberdade perante as coisas, os bens materiais, perante o “ter” (economia do necessário para todos, em oposição ao luxo, à ostentação injuriosa do supérfluo de uma sociedade afluente, rica, porém, desigual, desumana, sem Natal e, por isso mesmo, sem paz;
JOSÉ: protótipo, arquétipo do homem justo e piedoso, simples, anônimo e serviçal, dedicado e fiel, silêncio de presença que serve por amor; Modelo de “Gente Boa”!
MARIA: doação, entrega, serviço consciente, silêncio, presença discreta, oração, contemplação, gratuidade, mulher forte, mulher do povo, nossas Marias; forte porque luta pela sua sobrevivência e pela a do povo porque abre mão de seu filho por uma causa maior que é a da Justiça e da Libertação, a causa do povo, do excluído, pela instauração do novo mundo, marcado por valores, um tanto quanto carentes na praça, tais como fraternidade, solidariedade, amor, perdão, misericórdia, alegria de viver no gratuito do evento do ser e da fugacidade do existir;
OS ANIMAIS: a mansidão do boi, a humanidade do burrico. Estão aí para servir. São servos dos homens. E o Menino dirá mais tarde: “bem-aventurados os humildes, os mansos porque eles possuirão a terra” (MT5,6). Ele mesmo se tornará o servo de todos (Is. 50,10; 53;57; Jo.13);
O DIVINO INFANTE: é o Verbo de Deus encarnado, o Filho de Deus, o Emanuel, o Deus-Conosco, o Deus-no-meio-de-nós, o audiovisual de Deus. Um Deus que se faz nosso irmão, a revelação do amor, da bondade, gratuidade, misericórdia e perdão de Deus, Do Deus que é Pai e Mãe, o sacramento de Deus, a verdade individualizada. E, no entanto, Ele é o Senhor do mundo: ”nELE e por ELE foram criadas todas as coisas...”(Col l,l5);
O PRESÉPIO: é o conjunto destes símbolos e nos confunde por sua singeleza, simplicidade e pobreza...É neste clima que Deus se manifesta, fala alto, sua bondade e justiça eclodem. E os “os grandes”, os “poderosos” à custa e em detrimento dos pequenos, se sentem confusos, ofuscados, perdidos; intuem o vazio de seu “poder”, a fragilidade de sua ascendência. Faz pensar no canto litúrgico popular: ”o poder tem raízes na areia...” De repente, num relançar de olhos, se vêem escravos do seu ter e saber, exploradores e escravizadores de multidões. São os verdadeiros alienados, isto é, não são eles mesmos, são possuídos, escravos do seu ter, poder e saber, de seu orgulho e petulância, de sua insensibilidade em face à miséria de milhões que campeia ao seu redor, vizinha de sua casa.
O poeta Fernando Pessoa que, além de poeta, era um filósofo, nos deixou esta profundidade de pensamento: “Quer pouco: tende tudo. Quer nada: serás livre”.
No divino Infante Deus se revela potência, mas potência de amor, de justiça; mas, também clamor, grito dos órfãos, das viúvas, dos excluídos que, no Brasil, perfazem 2/3 da população global.
No poema “OS DEVOTOS DO DIVINO”, que cantamos durante o Advento, em nossas reuniões da novena de Natal e na festa e oitava de Natal como também na festa dos Reis, há afirmações por demais sérias, por isso mesmo, por demais humanas, portanto, por demais democráticas: “Que a fé seja infinita - que o homem seja livre - que a justiça sobreviva. No estandarte vai escrito que Ele voltará de novo. E o Rei será bendito. “ELE NASCERÁ DO POVO”( Boff, Leonardo, “Espiritualidade: Um Caminho de Transformação, RJ, Sextante, 001:83s.).
.. A crise interna mantida sob uma cortina de fumaça veio à tona com as denúncias de tanta corrupção no mundo da Política, coisa que vem de longe.. “Sempre foi assim”! Como se fosse “natural”, já que quase todos têm esta conduta, porquê não eu” ! A impunibilidade enfraquece a Democracia.. Às duras penas o processo democrático, a instauração de uma Democracia Plena, Social e Econômica, continua sua marcha lenta, mas profunda. O desafio histórico não é só para os srs. políticos, mas para todos nós. O povo almeja com todas veras do seu coração um avanço da democracia participativa e vai aprendendo canalizar e expressar este desejo eleitoralmente, não obstante o peso do poder econômico (“Comando Delta” ), da mídia e dos institutos de pesquisa de opinião pública e de intenção de votos! Não obstante a besta apocalíptica do Mercado, do Neoliberalismo. E Deus fala, se manifesta, se revela através do que acontece, do que o povo faz, almeja, exige. A JUSTIÇA nascerá do povo, senão hoje, certamente, amanhã.
No próximo Natal, quem sabe, esta verdade será mais realidade, história, entre nós., do que hoje..É o que cremos e esperamos e por isso mesmo renovamos o nosso compromisso de fazer a nossa parte.
Frei Cristóvão Pereira ofm.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Jantar de fim de ano:

Vamos realizar na quarta-feira, dia 21, às 20 horas, na Churrascaria O Laçador, o jantar de confraternização de fim-de-ano. O Laçador fica na Rua Aimorés, 473, entre as ruas Ceará e Bernardo Monteiro, perto do Colégio Arnaldo. O preço é de R$25,00 por pessoa. Vamos compartilhar com os amigos as alegrias das festas de Natal.
Comente com o amigo do Enfrades com quem você tenha mais contato.
Qualquer informação é só ligar para o Tachinha: 2129-9319 e 9955-4246.

Convite do José Vicente (Feijão):

O José Vicente (Feijão - 65/68) e sua esposa Glória - que moram em São João del Rei, enviaram um convite para os amigos do Enfrades para as solenidades de formatura de sua filha Daniela Albergaria Silva. Ela está se formando em Educação Física pela Fagam, de Lavras. As solenidades serão realizadas em Lavras:
Dia 14 - Culto em Ação de Graças na I Igreja Prestiberiana, às 20 horas;
Dia 15 - Missa em Ação de Graças na Igreja Matriz de Sant`Ana;
Dia 16 - Colação de Grau no Auditório Lane Morton.
Parabéns, Daniela, por esta vitória e desejamos muito sucesso nas suas atividades profissionais.
Feijão e Glória, recebam, também, o nosso abraço e os cumprimentos por mais esta etapa vencida pela Daniela.