quarta-feira, setembro 07, 2005

Falecimento de Frei Alexandre.


Segue abaixo o e-mail enviado pelo Frei Jacir.

Caríssimos Confrades,
Paz e bem!
Mais uma vez, a irmã morte nos visita, pela quarta vez, em menos de dois meses. Na madrugada do dia 7 de setembro de 2005, no Hospital São João de Deus, em Divinópolis (MG), faleceu o nosso confrade Frei Alexandre Noordeloos. Ele já estava internado há alguns dias e veio a falecer vítima de pneumonia dupla. Rezemos por ele, para descanse em paz, em Deus. A missa de corpo presente será às 15 h., em Divinópolis. Logo em seguida, o corpo será levado para Areias, onde será sepultado.
Frei Alexandre Noordeloos nasceu no dia 19 de junho de 1914, na cidade de Grotebroek, na Holanda. Viveu 91 anos. Fez seus Votos Solenes na Ordem Franciscana em 1937. ainda na Holanda. No mesmo ano, veio morar em Divinópolis, onde recebeu a Ordem do Presbiterato, no dia 22 de outubro de 1939. Em 1940, Frei Alexandre foi transferido para Santos Dumont. Ele foi um dos co-fundadores do Seminário Seráfico Santo Antônio. No ano seguinte, Frei Alexandre foi morar em São João Del Rei, depois Belo Horizonte, Pirapora, Cordisburgo e, por fim, em Pará de Minas, no ano de 1945, onde permaneceu até 1960, trabalhando como professor. A morada seguinte foi Cascadura, no Rio de Janeiro, até o ano de 1962. Em seguida, Frei Alexandre trabalhou por dois anos em Betim, no pré-Seminário. Em 1965, esteve novamente em Pará de Minas. Em seguida, ele foi transferido para Teófilo Otoni, no ano 1966, para trabalhar no Colégio São José. Transferido para a cidade de Corinto, Frei Alexandre aí viveu até 1974. Depois, morou em Cordisburgo, Ritápolis, Visconde do Rio Branco, Belo Horizonte, Juiz de Fora. Em 1980, voltou para Divinópolis. Em 1983 estava em Belo Horizonte. Em 1984 a 1986, em Abaeté. Depois, viveu novamente em Belo Horizonte (Convento São Bernardino), Betim (Convento e Colônia) e Ubá. De volta a Divinópolis, aí residiu de 1992 a 2001. Em Betim, depois de ficar um semestre em São João Del Rei, esteve de junho de 2001 a janeiro de 2004. A sua última transferência foi Divinópolis, em 2004, onde iniciou a sua vida missionária, em 24 de outubro de 1937. Frei Alexandre Noordeloos, obrigado pela sua presença no meio de nós. Que Deus o recompense pela sua dedicação. Vamos recordar sempre do Senhor com saudades.
Frei Jacir de Freitas Faria
P/ Equipe Provincial de Comunicação
Caros Confrades,
abaixo, seguem também duas outras Notas de Falecimento, enviada por Frei Eliseu, notificando a morte de Frei Ludovico Simis e Frei Odulf Mous, ocorridas na Holanda.

FALECIMENTO DE
FREI LUDOVICUS SIMIS, OFM

Recebemos da Província da Holanda, a comunicação de que faleceu no dia 31 de agosto de 2005, em Weert , o nosso confrade frei Ludovicus Simis.

Após uma vida longa de grande fé, duma cordialidade que cativava a todos e de trabalho sem parar, faleceu frei Ludovicus com 96 anos de idade. Ele foi o nosso confrade desde 1931. De muitas maneiras, serviu à fraternidade em trabalhos variados nas nossas comunidades. Os últimos anos de sua vida, ele se encontrava na Casa de Idosos São Jerônimo, em Weert, onde foi carinhosamente tratado.

No dia 06 de setembro celebrou-se na igreja da Casa de Idosos São Jerônimo, a santa missa de exéquias seguida pelo sepultamento no cemitério da Igreja de São Martinho, de Weert.

Que nosso confrade descanse em paz! ( Ass. frei Eliseu Tijdink, ofm)

FALECIMENTO DE FREI ODULF MOUS, OFM

Recebemos da Província da Holanda, a comunicação de que faleceu no dia 2 de setembro de 2005, em Alverna/Wijchen, com a idade de quase 89 anos, o nosso confrade frei Odulf Mous.

Frei Odulf foi o nosso confrade desde 1939 Durante longos anos trabalhou como missionário em Nova Guiné (atualmente Papúa). A partir de 1993 veio morar em nossa fraternidade de Leiden e depois em Wijchen .

No dia 07 de setembro celebrou-se na capela da Casa de Idosos “La Verna” (Wijchen), a a santa missa de exéquias seguida pelo sepultamento no cemitério daquela comunidade.
Que nosso confrade descanse em paz! ( Ass. frei Eliseu Tijdink, ofm)

terça-feira, setembro 06, 2005

Texto do Frei Cristóvão: As falsas elites

O DESGASTE SEMÂNTICO: AS FALSAS ELITES

“Nem tudo que brilha é ouro”.
Na lingüística é conhecido o fenômeno de como certas palavras se desgastam, perdem sua força original, e por vezes, caem no olvido. Depois, muda-se o entorno cultural, elas voltam à tona, com todo o seu vigor e verve originais.
Veja, por exemplo, a palavra ”caridade”. Se tomarmos o seu sentido bíblico original, teríamos nela como que o núcleo duro da mensagem do Rabi da Galiléia. Veja a parábola do Bom Samaritano (Lc 10,29s), tomada por Jesus para responder a pergunta capciosa de seu interlocutor. Cabe ressaltar que para o judeus o samaritano nunca poderia ser bom no sentido de quem agiria em nome do verdadeiro Deus que os judeus admitiam só eles adoravam. Era inconcebível a um judeu pensar que um samaritano pudesse ser bom!
É conhecido e notável o hino à caridade que Paulo inseriu na sua I Carta aos Coríntios, já recitada na Liturgia da Comunidade(I Cor 13).
“Caridade” veio a significar “assistencialismo”, ganhando uma conotação pejorativa, enquanto, em última análise, vem a ser uma esmola que humilha quem a recebe e, no mais, a gente, em geral, ao praticar caridade dá algo de que não me faz falta, está sobrando lá em casa!
Fala-se, então, em solidariedade, ser solidário com o outro em sua causa que é a busca de sua libertação, independência, conquista de sua dignidade enquanto pessoa, cidadão. As experiências de uma Economia Solidária vão se multiplicando país afora. Veja agora o que se deu com a palavra: elite.
Originariamente, em termos políticos, tal como a encontramos nos escritos platônicos (A República). Platão, no seu idealismo, ele que fora assessor político, imaginava que a “Polis”, o Estado, para dar certo, ser feliz e viver em paz, devia ser administrado pelos “aristoi”, por uma elite, os “melhores”, os sábios. Homens justos e honestos isentos de toda paixão, cobiça e vaidade. .
Veja, então, o que veio a ser e constituir a elite entre nós, no mundo ocidental, capitalista, liberal, neoliberal, agora globalizado!
Temos a “elite do dinheiro” que a tudo domina e põe a seu serviço. É o assim chamado “Comando Delta”, em âmbito local, regional, nacional, mundial.
É a elite do ter e não a elite do ser! Conservadora e reacionária. Avessa a toda e qualquer perspectiva de mudança. E quando essa se torna inevitável, apela, torna-se violenta, repressora. Usa de mil e um artifícios para blindar qualquer alteração da ordem por ela imposta, que, na verdade constitui verdadeira desordem para a maioria, o povão em geral.
Caso isso se torna impossível, convoca-se o delegado, põe a polícia na rua. E se a situação tornar-se insustentável, uma vez que a Lei, a Constituição, o Estado de Direito, a ordem democrática estão ameaçados, convoca-se o Exército. E, em último caso, apela-se para a potência mundial que se arvora guardiã dos valores democráticos e cristãos, vale dizer, o direito de propriedade, a liberdade do mercado e a livre concorrência.
A disputa pelo poder no interno do Estado passa ser vital para que a pseudo-elite se conserve como elite, que, em última análise, constitui uma antielite. Outros preferem falar em oligarquia; ou então, em plutocracia.
A crise política que vivemos há mais de três meses, não passa de uma luta de poder contra poder. Tanto dentro do Partido Majoritário como no Congresso, tendo em vista as próximas eleições presidenciais-2006.
A elite econômica se arma para a reconquista do Estado e se encastela contra toda e qualquer pretensão de um avanço perigoso de um Projeto Popular que venha beneficiar a todos.Frei Cristóvão Pereira ofm

domingo, setembro 04, 2005

Malas de Brasília:


Nestes tempos de mensalão, malas de Brasília, dinheiro na cueca, dízimo e exploração de pastores-empresários é bom esclarecer que o nosso amigo Abelardo Mendes, frequentador assíduo e um grande entusiasta dos nossos encontros já deu, por dois anos, duas malas como brinde para os sorteios no bingo e é todos somos testemunhas de que as malas dele são de gente honesta e foram doadas sem nenhum dinheiro.
Por falar em Brasília aí vai uma foto do nosso amigo Mozart Viana de Paiva (62/67), de mãos cruzadas, que é, há um bom tempo, o "anjo da guarda" dos presidentes da Câmara dos Deputados. Ele pode ser visto nos noticiários das televisões sempre à direita do presidente. Ele é secretário-geral da mesa da Câmara e o que coloca ordem nos trabalhos nas reuniões da casa.