segunda-feira, novembro 28, 2005

Artigos do Rosário:

108 - Corpus Christi - Publicado em 06/06/2005

Parabéns ao cônego José Gerando Vidigal pelo artigo: “A festa do corpo e sangue de Cristo” do dia 26/05/2005. Quero ressaltar o que foi comentado sobre o papa Urbano IV, eleito em 1261, que antes havia conhecido a santa monja Juliana e tinha percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.
Para mim, tudo que envolve as religiões e os cultos está baseado em “magia” e cada espírito encarnado possui a sua própria magia ou a sua vontade. O objetivo de cada líder religioso depende do seu grau evolutivo. Os que fundam religiões têm como finalidade de buscar as coisas de César ou de serem os donos da nova religião, mas sempre utilizam falsamente do nome de Deus e ou de Jesus.
Os verdadeiros líderes religiosos, que nos mostram o caminho do amor, da pureza e da busca da casa do Pai nunca fundam novas religiões, mas procuram aprimorar os sistemas religiosos existentes. Assim foi com o Mestre Jesus, São Francisco de Assis, madre Teresa de Calcutá, irmã Dulce da Bahia, Francisco Cândido Xavier e muitos outros. Estes venceram a própria vaidade e o orgulho de quererem ser os donos de religiões, mas apenas mostraram o caminho do auto-aperfeiçoamento e ganharam o prêmio da vida eterna.
Rosário Américo de Resende, ex-professor da UFMG. Belo Horizonte, 06/06/2005.

109 - Corrupção e poder - publicado em 28/06/2005.

Agradeço ao teólogo Leonardo Boff pelo artigo: “Corrupção e poder” de 17/06/2005, pois deu-me oportunidade de fazer alguns comentários complementares sobre o assunto. Discordo das posições do lorde John Emerich Edward Dalberg-Acton e do filósofo Kant, pois ambos defendem que os seres humanos não conseguem se aperfeiçoarem. Parece que eles não conheceram esse ensinamento de Jesus: “Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).
A referência feita ao pecado original não esclareceu nada e, para mim, a teoria desse pecado foi fruto da ignorância de seus defensores, que na conseguiram entender a perfeição do Criador e a infância da criatura. Nunca houve o pecado original, mas existem os problemas e as falhas individuais dos espíritos na busca da perfeição, e, também, quando vão se aperfeiçoando pelas vidas sucessivas vão compreendendo cada vez mais a perfeição da Divindade.
As mais difíceis provas, que temos que vencer em nossas caminhadas evolutivas, são as da riqueza e do poder. A corrupção não tem correlatividade com o poder, mas com o nível evolutivo do ser que mantém o poder. A divisão do poder não evita a corrupção, mas pode até aumentá-la, pois faz com que os frutos do poder sejam utilizados para comprar os responsáveis por parcelas do poder. Aqui está o campo fértil do nascimento da corrupção. A solução só virá quando um ser evoluído e puro de coração alcançar o poder absoluto e por meio da legalidade, esse sistema é empregado na Igreja Católica e ela já sobrevive há dois mil anos. Esse processo só tornar-se-á possível para todos quando for implantado o governo messiânico e divino no meio da humanidade. Nessa época serão inibidas todas as formas de corrupção e haverá justiça para todos: ‘será o início da era da paz plena’.
Rosário Américo de Resende, ex-professor da UFMG. Belo Horizonte, 20/06/2005.

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